Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Reunião entre sindicatos de professores e Governo termina sem acordo e com anúncio de greves

Brian Snyder

Greves de professores estão marcadas para os primeiros dias de outubro. “Agora é a luta”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), depois de uma reunião com o Governo que terminou sem qualquer entendimento. António Costa lamentou que sindicatos tenham sido “irredutíveis no finca-pé” e fala em “intransigência”

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

A reunião desta sexta-feira entre sindicatos de professores e o Governo, no Ministério da Educação, terminou sem um acordo sobre a contagem do tempo de serviço dos professores para efeitos de progressão salarial e o anúncio de greves entre os dias 1 e 4 de outubro.

“Esta reunião foi um autêntico deserto sem respostas. Agora é a luta. E iremos à luta com as armas que temos. Quem está mal não somos nós, é o governo”, afirmou aos jornalistas, à saída da reunião, Mário Nogueira.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou ainda a falta de propostas do Ministério da Educação para resolver o problema do descongelamento das carreiras dos professores, recorrendo a expressões como “comédia de mau gosto” e “retrocesso tremendo” para descrever o referido encontro.

Também anunciou que, face à ausência de progressos nas negociações com o Governo, os professores vão fazer greve nos primeiros dias de outubro, começando em Lisboa, no dia 1, e terminando na zona norte, no dia 4.

Na reunião desta sexta-feira, agendada para as 15h00, participaram as dez estruturas sindicais que subscreveram a declaração de compromisso assinada a 18 de novembro com o Governo, entre as quais as duas federações - Fenprof e FNE. De fora, ficou o recém-criado Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.), que acusou o Governo de “discriminação política” ao ter deixado de incluir esta estrutura sindical nas negociações sobre a carreira de docente.

Não foi adiantada qualquer data para futuras negociações entre professores e Governo.

Costa lamenta que sindicatos tenham sido “irredutíveis no finca-pé”

António Costa já reagiu ao anúncio de greve, lamentando que os sindicatos tenham sido “irredutíveis no finca-pé” e “intransigentes” nas negociações sobre o descongelamento das carreiras dos professores.

O primeiro-ministro defendeu que “é sempre preferível um mau acordo à falta de entendimento” e afirmou que o Governo “vai avançar com o que está previso na lei do Orçamento”. Costa disse ainda esperar que “o ano letivo decorra de forma mais tranquila possível”, confiando que os professores vão conseguir “distinguir entre conflitos laborais da atividade escolar e do ensino aos alunos”.