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Este sábado marcha-se por uma Terra habitável

ESA/Getty

Marcha Mundial do Clima de 2018, integra-se na mobilização internacional "Rise for Climate" e “marca o passo de eventos seguintes”, diz ao Expresso Francisco Ferreira, dirigente da associação Zero

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Este sábado, 8 de setembro, há marchas em Lisboa, Porto e Faro, mas não são as dos santos populares. Nestas três cidades e em centenas de outras em todo o mundo marcha-se por um planeta Terra que possa ser mais sustentável e habitável, o que só será possível se se conseguir travar as alterações climáticas e a subida médias das temperaturas ficar abaixo dos 2ºC até final do século.

“Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!” são as palavras de ordem da Marcha Mundial do Clima de 2018, que em Portugal conta com cerca de 40 entidades na organização, entre associações ambientalistas, movimentos cívicos, sindicatos e partidos políticos. Entre estes estão a Zero, a Climáximo, a PALP, a Sciaena, a Quercus, a LPN, o Futuro Limpo, a SOS Salvem o Surf, ou o Bloco de Esquerda e o PAN.

Em conjunto apontam lanças ao furo de petróleo projetado para o largo de Aljezur e ao de gás em Aljubarrota e exigem que “não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis e que o Governo cumpra os compromissos a que se vinculou com o Acordo de Paris”, nomeadamente o de Portugal ser neutro em carbono até 2050.

A organização lembra que a expressão “planeta mais quente” pode rapidamente ser substituída pela noção de “planeta inabitável”, face ao risco de ondas de calor e secas mais prolongadas e incêndios mais descontrolados, e que se está “a perder a luta contra o tempo para salvar o planeta”.

A marcha parte às 17h00 do Cais do Sodré em Lisboa, da Praça da Liberdade no Porto e do Largo da Sé em Faro. Em Lisboa conta com um concerto organizado pela SOS Salvem o Surf, com a participação de Fernando Nobre Aka Silk (cantor e actor) pelas 15h30.

A Marcha Mundial do Clima de 2018, integra-se na mobilização internacional "Rise for Climate" e “marca o passo de eventos seguintes”, diz ao Expresso Francisco Ferreira, dirigente da associação Zero, lembrando que na próxima semana, (12 a 14 de setembro) se realiza em São Francisco, nos EUA, a Cimeira Global de Ação Climática, “que se focará nas ações concretas que países, regiões, cidades, empresas, investidores e sociedade civil têm tomado para reduzir as emissões de CO2”. A 8 de outubro será divulgado o novo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU, sobre o que acontecerá na Terra se as temperaturas só aumentarem 1,5ºC como acordado em Paris. E em dezembro terá lugar em Katowice, na Polónia, a 24ª conferência das partes (COP) das Nações Unidas.