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Municípios encaram como positivo possível desconto nos passes em todo o país

Peter Charlesworth/Getty

Manuel Machado reafirmou a posição da ANMP, que defende “que haja equidade territorial no tratamento destas componentes tão essenciais à vida”, como é o caso do transporte

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) encarou nesta terça-feira como positiva a possibilidade de um possível desconto nos passes sociais dos transportes urbanos ser aplicado em todo o país. "Encaro como positivo. É uma leitura correta, dado que o Orçamento do Estado é fruto da coleta dos impostos de todos os cidadãos portugueses", afirmou o presidente da ANMP, Manuel Machado, que respondia a questões dos jornalistas numa conferência de imprensa, em Coimbra.

Manuel Machado reafirmou a posição da ANMP, que defende "que haja equidade territorial no tratamento destas componentes tão essenciais à vida", como é o caso do transporte. O presidente da ANMP recordou que os municípios fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto que assumem serviços municipalizados de transportes continuam a "suportar o custo social dos transportes a partir dos cofres municipais".

Nesse sentido, "sendo agora aberta a possibilidade de um alargamento da equidade de tratamento dos cidadãos e justiça na partilha dos recursos do Estado, este é o caminho certo", vincou. "A ANMP acompanha com muito interesse esta componente essencial para a vida quotidiana dos portugueses", acrescentou Manuel Machado.

Questionado sobre o próximo Orçamento do Estado e sobre as pretensões dos municípios que asseguram serviços municipalizados terem um apoio da administração central, Manuel Machado frisou que, "se houver receitas disponíveis", o objetivo será assegurar um apoio. "Para nós é muito desejável. Seria importante e seria um bom contributo para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos portugueses", afirmou o autarca, que lidera o município de Coimbra, um dos concelhos que tem serviços municipalizados de transportes urbanos suportados nas verbas municipais, fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

A ideia de transportes públicos mais baratos, nomeadamente na capital do país e no Porto, foi posta na ordem do dia pelo presidente da Câmara de Lisboa e presidente da Área Metropolitana de Lisboa, Fernando Medina.

Numa entrevista publicada no sábado pelo jornal Expresso, o socialista defendeu que os passes para circular dentro do concelho deveriam ter um teto máximo de 30 euros, valor que subiria para os 40 euros na área metropolitana. Hoje, o jornal Público escreve que o ministro do Ambiente, que tutela os transportes, está a acompanhar esta matéria, mas pretende que a medida seja alargada a todo o país.