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Mais três arguidos da operação Marquês pediram instrução do processo. Sócrates ainda não

tiago miranda

Helder Bataglia, Gonçalo Trindade Ferreira e Rui de Mão de Ferro apresentaram nesta terça-feira os requerimentos para a abertura de instrução da Operação Marquês. Restam dois dias para os outros acusados - Sócrates incluído - apresentarem argumentos para evitar o julgamento

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

A dois dias do fim do prazo-extra para a apresentação da abertura de instrução, mais três arguidos fizeram nesta terça-feira o pedido formal no Ministério Público: Helder Bataglia, o empresário luso angolano que terá deixado usar as contas bancárias para passar dinheiro de Ricardo Salgado para Carlos Santos Silva; Rui Mão de Ferro, empresário ligado a Sócrates e Santos Silva e Gonçalo Trindade Ferreira, advogado de Santos Silva.

De acordo com o Observador, Helder Bataglia alega que não pode ser julgado em Portugal porque os alegados crimes terão sido cometidos em Angola. Na segunda-feira, já tinham feito este pedido Bárbara Vara, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Joaquim Barroca.

Apesar de o prazo ter terminado na última segunda-feira, os arguidos podem fazer o pedido, mediante o pagamento de uma multa. Até à data, o principal arguido do processo, José Sócrates, não tinha feito o pedido para a instrução.

Nesta fase do processo, os indícios recolhidos pelo Ministério Público são analisados por um juiz de instrução que terá de avaliar se são suficientes para levar os arguidos a julgamento. Um sorteio decidirá se será Carlos Alexandre ou Ivo Rosa.

  • Os argumentos de Bataglia e Joaquim Barroca para desmontar a acusação

    O antigo administrador do Grupo Lena diz que a acusação da Operação Marquês está cheia de imputações falsas e histórias deturpadas. No requerimento de abertura de instrução a que a SIC teve acesso, Joaquim Barroca aponta vários erros e diz que se trata de uma perseguição do Ministério Público. Outro arguido, Helder Bataglia, diz que a lei portuguesa não é competente para julgar os factos de que foi acusado