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Fundação Champalimaud recebe €50 milhões de mecenas para construir centro de tratamento do cancro do pâncreas

A maquete do futuro centro de investigação, que será inaugurado a 5 de outubro de 2020

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

A doação é feita pelo casal de filantropos franceses Mauricio e Charlotte Botton e o objetivo é a abrir em 2020 um centro único a nível mundial, que junta investigação e tratamento

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Vai chamar-se "Botton-Champalimaud Pancreatic Centre", ficará localizado num terreno ao lado da Fundação Champalimaud junto ao rio Tejo, em Lisboa, e será o primeiro centro do mundo dedicado simultaneamente à investigação e ao tratamento do cancro do pâncreas. A suas abertura está prevista para 5 de outubro de 2020, precisamente dez anos depois da inauguração do "Centro Champalimaud para o Desconhecido".

O anúncio do novo centro foi feito esta terça-feira ao fim da tarde, durante a cerimónia de entrega do Prémio António Champalimaud de Visão 2018 na sede da Fundação, presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, que distinguiu sete cientistas dos EUA e do Reino Unido pela descoberta da primeira terapia genética a conseguir curar uma doença humana - a Amaurose Congénita de Leber, uma forma de cegueira infantil.

O novo centro custará 50 milhões de euros, verba que foi doada pelos mecenas franceses Mauricio Botton Carasso e Charlotte Botton, sua mulher. "É a primeira vez que uma família estrangeira confia a uma instituição filantrópica portuguesa uma responsabilidade desta natureza", afirma um comunicado da Fundação Champalimaud.

Mauricio Botton Carasso, de 85 anos de idade, é neto de Isaac Carasso, fundador da Danone, uma das maiores empresas mundiais do setor alimentar. Maurico foi responsável pela investigação e desenvolvimento dos novos produtos da Danone e representa a terceira geração da família de judeus sefarditas Carasso.