Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Viagem ao interior da Casa Cadaval

TIAGO MIRANDA

Muge, no Ribatejo, é um domínio que pertence há quatro séculos à mesma família e que nas últimas cinco gerações foi dirigido por mulheres

Quando tudo parece ser ainda princípio, simultaneamente já é fim. As colheitas começam, terminam, e de novo se retoma o ciclo na terra. A terra dá-nos o sentido da permanência, cabe ao homem realizar a continuidade. Só na transformação o território perdura.

Ainda é cedo em Muge, nas terras da Casa Cadaval. O dia amanheceu cinzento e húmido, apesar de ser verão. Indiferentes às intempéries, as vacas ruminam no seu pasto matinal. São 700 animais que comunicam entre si em mugidos lentos que ecoam no silêncio do campo. A oeste da herdade, mal o sol nasce, já os trabalhadores contratados à jorna andam à volta da cortiça no montado de sobro. Também a cortiça tem o seu ciclo, e este é um ano de descasque. O último foi há nove anos. Até ao final do verão sairão destes sobreiros entre 10 a 12 mil arrobas, cerca de 180 toneladas de cortiça, que na pirâmide dos negócios da Casa Cadaval são o segundo core business de uma propriedade que tem floresta, vinha, montado, pasto, caça e agricultura numa terra de eleição. A extensão é brutal: 4800 hectares, onde se incluem 1100 de regadio, no coração da lezíria ribatejana.

Para continuar a ler o artigo clique AQUI