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Fernando Lemos: “A liberdade não é um crachá”

Ricardo Castelo\NFACTOS

Diz que é a fotografia, mas ocupou-se de muitos outros ofícios. Fez pintura e escreveu, foi gráfico e professor. Partiu de Lisboa para o Brasil em 1953 e por lá ficou descobrindo realidades diferentes a cada dia. O sonho guiou-o pelo mundo do surrealismo, ao qual ficará ligado para sempre e tornou-o um mito

Nasceu em Lisboa, em 1926, em Campo de Ourique. E depressa conquistou um lugar na reduzida cena artística nacional. Aos 18 anos já conversava com António Dacosta, Marcelino Vespeira, António Pedro ou Fernando Azevedo. Escolheu os surrealistas por afeto e convicção. Procurou, então, dar voz aos camaradas “proibidos” e quando se decidiu pela fotografia retratou nomes como Casais Monteiro, Jorge de Sena, Alexandre O’Neill, José Cardoso Pires, Vieira da Silva ou Sophia de Mello Breyner Andresen. A oposição ao regime de Salazar fez dele um ativo político também, mas por pouco tempo. A sua paixão pela vida e a curiosidade de jovem, fizeram com que embarcasse para o Brasil num cargueiro e de lá nunca mais voltasse. Em visita a Portugal, por ocasião da inauguração do Centro Português do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, conversámos com ele sobre a vida, passado, presente e futuro.

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