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38 praias já estiveram desaconselhadas a banhos este verão. Saiba quais

São Martinho do Porto foi uma das praias que foi alvo de interdição durante um dia em 2018

MÁRIO CERDEIRA

Desde início da época balnear, perto de quatro dezenas de praias já tiveram restrições ou interdições devido sobretudo a contaminações bacteriológicas, o que equivale a quase o dobro do ano passado

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Descargas ilegais ou inusitadas para as linhas de água levaram as autoridades a desaconselhar ou mesmo proibir a ida a banhos em 38 praias nacionais até esta quarta-feira, 15 de agosto, informa a associação ZERO em comunicado enviado às redações.

Segundo a organização ambientalista este número equivale a quase o dobro das praias afetadas no mesmo período em 2017 (tinham sido 21), e corresponde a 6,3% das 608 zonas balneares classificadas como tal em Portugal (480 costeiras ou de transição e 128 interiores).

Entre as praias afetadas este ano (entre um e três dias) encontram-se: Alemães, Pescadores, Olhos de Água, Santa Eulália e Inatel, em Albufeira; Pintadinho, Carvoeiro e Vale Centeanes, em Lagoa; Pego e Comporta, em Grândola; Praia d’El Rei, em Óbidos; São Martinho do Porto, em Alcobaça; Benfeita, Côja, Piodão, Pomares e Secarias, em Arganil; Cabo do Mundo e Conchinha, em Matosinhos; Melres, em Gondomar; Cavadinho em Braga; Ponte da Barca–Rio Lima; Pontilhão da Valeta em Arcos de Valdevez; Azenhas-Vilar de Mouros, em Caminha; Bitetos em Marco de Canavezes; Quinta do Alamal, no Gavião; Devesa no Sabugal; Cabreira, Canaveias, Pego Escuro e Colmeal, em Góis; Bogueira e Senhora da Graça, na Lousã, Foz do Lizandro, em Mafra; Gorgulho, no Funchal; Ribeira dos Pelames, Praia da Tábua e Ilhéu de Vila Franca, nos Açores. Interditada quase toda a época tem estado a zona balnear de Areinho, em
Arouca, devido ao risco de contaminação por salmonela.

Mesmo praias que têm classificação “Excelente” sofreram episódios esporádicos de contaminação na
sequência de contaminação associada a poluição difusa, ligada a precipitação e à presença de linhas de água que transportam águas residuais contaminadas para as praias. A lista é pública e está disponibilizada na página online da Agência Portuguesa do Ambiente - Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Na maioria dos casos, esteve em causa a ultrapassagem dos limites de alguns parâmetros bioquímicos fixados por lei, detetada através de análises.

Apesar de considerar que “os problemas são relativamente diminutos e esporádicos”, a Zero sublinha que as zonas balneares interiores “são mais suscetíveis a descargas ou falta de tratamento de águas residuais, ou praias costeiras com ribeiras ou rios próximos cuja qualidade é afetada por episódios causados por fontes de poluição ou na sequência de contaminação associada a poluição difusa aquando de precipitação intensa” e lamenta a “falta de medidas adequadas de controlo”.

No comunicado, a Zero sublinha que as 38 zonas balneares afetadas este ano, integram a lista das 44 praias com “Zero poluição” nos últimos três anos, identificadas pela organização ambientalista.