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Lembra-se de “Minority Report”? As polícias do mundo real já estão a prever e evitar crimes

As forças de segurança estão a apostar na tecnologia para combater a criminalidade. E até para a evitar. A revolução inclui Inteligência Artificial e também passa por Portugal

E
se fosse possível prever um crime e evitar que este acontecesse? Se isso fosse possível, se não estivéssemos a falar de ficção científica, o mundo seria um local muito diferente. O crime já não teria a mesma expressão, as cidades estariam mais seguras, os agentes saberiam para onde se deslocar com recurso a dados fidedignos e os ataques seriam evitados. E se lhe dissermos que a realidade já ultrapassou a ficção e que esta é a realidade dos dias que correm? Que as forças de segurança já têm ao seu dispor ferramentas tecnologicamente avançadas, capazes de ver o que o futuro nos reserva. Não são bolas de cristal, longe disso. Trata-se de ferramentas bastante terrenas, que usam até as potencialidades da Inteligência Artificial para produzir resultados.

Há muito que os cientistas sociais defendiam que a história se repete, que as tendências de crime verificadas no passado influenciavam padrões comportamentais futuros, mas agora chegou o tempo de os números lhes darem razão. Silenciosa, a revolução do combate ao crime está já em curso e promete mudar para sempre a forma como se olha a criminalidade, trazendo consigo um vocabulário que foge ao que conhecemos das armas tradicionais. Neste artigo não há lugar para Glocks ou outras armas automáticas, pois agora as munições têm novos nomes, alguns deles mais complexos, e não têm fogo. Desenvolvem-se em laboratórios onde tudo o que existe são computadores. Longe da realidade policial das ruas, cientistas de dados e outros especialistas criam programas capazes de dar às forças de segurança uma nova visão sobre o território e sobre os que o habitam. São máquinas poderosas, que reúnem e organizam informações recolhidas ao longo dos anos, e que dão um poder superior àqueles que as utilizam.

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