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Bem-vindos a Champanhe, uma região que se bebe

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Há três anos a região de Champanhe foi classificada pela UNESCO. A distinção vai muito além do glamour que a bebida transmite e presta homenagem às centenas de famílias que construíram o vinho de muitos sonhos. Desde a história de casas quase desconhecidas até às particularidades das bolhas que dançam em rodopio dentro do copo, a magia acontece ao soltar da rolha

C
omeçando com um jogo simples: lançar a alguém o desafio de enumerar meia dúzia de marcas de champanhe. A prova será superada por um provável apreciador desta bebida cujas origens remontam ao século XVI. Ainda assim, mesmo um amante especializado pode não ir além da dezena de referências, pois o champanhe é um universo bem mais complexo e desconhecido do que alguns imaginam. Existem mais de setecentas empresas ligadas ao seu comércio, com a identidade de cada produtor a ter de passar por um longo e exigente processo de produção. O sucesso assenta em muitas histórias, personagens e ingredientes, onde não falta também a sua dose de sangue, suor e lágrimas.

Durante muitos anos era comum ouvir dizer-se que bacalhau não era peixe. O processo de secagem do pescado gordo capturado em águas gélidas transformava a estrutura das lascas piscícolas em algo cárneo, e com um sabor bem distinto de peixe fresco, sem que seja inegável que a sua origem está no peixe da espécie Gadus morhua. O caso do champanhe quase que podia assemelhar-se ao do nosso fiel amigo. Muitos fazem uma divisão mental entre vinho e champanhe, no entanto, e apesar do processo de vinificação ser distinto dos chamados vinhos tranquilos, não deixa de ser um vinho no início do processo, embora se transforme depois em algo mais leve e... efervescente.

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