Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Ao sétimo dia, perímetro do fogo no Algarve já ultrapassa 100 quilómetros

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O incêndio em Monchique estende-se por um perímetro que ultrapassa já os 100 quilómetros, afetando também o concelho de Silves. A prioridade da Proteção Civil é garantir “a máxima e permanente monitorização” em toda a área, perante a possibilidade de novas reativações

O perímetro do incêndio que na passada sexta-feira deflagrou em Monchique, no Algarve, já ultrapassa os 100 quilómetros, estando esta quinta-feira de manhã deslocadas 299 pessoas, de acordo com a Proteção Civil.

Estas pessoas estão distribuídas por centros de apoio em Portimão, a vila de Monchique, Marmelete (concelho de Monchique), Silves e São Bartolomeu de Messines (concelho de Silves).

Há registo de nove pessoas acamadas que estão a receber cuidados em unidades de saúde do barlavento algarvio.

A 2.ª comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, informou, num briefing em Monchique, no distrito de Faro, que os "pontos quentes" são a Fóia (concelho de Monchique) e a zona entre São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Silves (concelho de Silves).

A Proteção Civil foca-se, agora, em garantir "a máxima e permanente monitorização" em todo o perímetro, devido à possibilidade de novas reativações, disse Patrícia Gaspar.

Num balanço da operação realizado pouco antes das 10h, a responsável sublinhou que "continua presente a possibilidade de haver novas reativações", estando já a sobrevoar a área afetada um helicóptero de reconhecimento e um avião com câmara térmica e capacidade para gravar imagens.

Apesar da redução da temperatura esperada para esta quinta-feira, que deverá situar-se entre os 24 e os 26 graus, o vento, que tem sido o "grande adversário" da operação, vai continuar a soprar do quadrante norte, moderado, com rajadas entre 20 e 25 quilómetros por hora, mas podendo atingir os 50 quilómetros por hora.

A Proteção Civil atualizou ainda o número de feridos em 36, mantendo-se apenas um grave, dos quais 19 são bombeiros com ferimentos leves devido à exaustão, inalação de fumos e pequenos entorses.

O ferido grave é a idosa que foi transportada para o Hospital de São José, em Lisboa.

O incêndio que lavra no Algarve começou na passada sexta-feira, em Monchique, alastrando-se numa fase inicial ao concelho de Odemira, no distrito de Beja, onde foi rapidamente resolvido, seguindo depois em direção a Portimão, onde já não está ativo, e a Silves, onde ainda permanece.

Ao sétimo dia, o incêndio estende-se por um perímetro que ultrapassa os 100 quilómetros, afetando diretamente os concelhos de Monchique e de Silves.