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Incêndios. Cristas questiona tempo que comando nacional demorou a assumir Monchique

TIAGO PETINGA/LUSA

A líder centrista disse não querer “fazer comentários em excesso” sobre um incêndio ainda por dominar, mas sublinhou que “o Governo tem estado ausente e deixou questões

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, manifestou-se esta quarta-feira perplexa com a duração do incêndio em Monchique, que lavra há seis dias, questionando o tempo que o comando nacional levou a assumir o seu combate.

"Ficamos perplexos. Como é que há um incêndio a lavrar há seis dias sem ainda estar totalmente dominado?", questionou Assunção Cristas.

Numa conferência de imprensa na sede nacional do CDS, em Lisboa, após reunir a comissão executiva do partido, a líder centrista disse não querer "fazer comentários em excesso" sobre um incêndio ainda por dominar, mas sublinhou que "o Governo tem estado ausente" e deixou questões.

"Porque é que demorou cinco dias para que este incêndio tenha sido assumido pelo comando nacional?", interrogou-se, sempre dizendo que não deve haver muito "ruído político" neste momento sobre aquele incêndio.

Assunção Cristas apontou que no "Algarve se concentraram muitos esforços, precisamente por se saber que era uma zona de risco", apontada pelos especialistas, e que o primeiro-ministro deu garantias de que "estava tudo preparado".

"Esses esforços não foram capazes de impedir que um incêndio esteja a lavrar por seis dias neste momento", vincou.

Assunção Cristas apontou também que, "ao sexto dia, o senhor primeiro-ministro vai inteirar-se da situação", numa referência à visita de António Costa à Autoridade Nacional de Proteção Civil. "Até agora, o Governo tem estado ausente. Apareceu o senhor primeiro-ministro a falar com os portugueses através do Twitter, hoje finalmente, aguardamos as explicações", afirmou.

Deixando uma "palavra de solidariedade" a quem combate o incêndio, Assunção Cristas esclareceu que não visitará a zona, apesar de regressar hoje ao Algarve, retomando as suas férias.
"Não faz sentido estar a ir para o teatro das operações enquanto as operações estão em curso, sempre o dissemos e sempre o fizemos. No ano passado, fui ao terreno quando o incêndio ficou extinto", respondeu, quando questionada sobre uma eventual deslocação.

A presidente do CDS sublinhou que, "coisa diversa, é pedir explicações ao Governo em funções e responsável pelo que se está a passar": "Não precisa de ser no local, se calhar nem deve ser no local, mas deve ser no sítio próprio".

"Naturalmente, a seu tempo, procuraremos perceber porque é que as coisas não funcionaram como era suposto ou como todos desejaríamos, certamente, no Algarve", afirmou.

A reunião da comissão executiva do partido foi convocada, de acordo com Assunção Cristas, devido à situação vivida nos serviços públicos, designadamente no Serviço Nacional de Saúde e nos serviços de transportes públicos, como os comboios.