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Mudança do comando em Monchique é “normal” e está prevista

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A segunda comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Patrícia Gaspar, justificou a passagem do comando das operações relativamente ao incêndio de Monchique para um nível nacional com o facto de o incêndio ter uma "complexidade" que está a "estender-se no tempo e no espaço"

A Proteção Civil assegurou que a passagem do comando das operações relativamente ao incêndio de Monchique para um nível nacional é "normal" e está prevista no sistema, rejeitando qualquer ideia de "rotura".

Em conferência de imprensa na escola básica do 2.º e 3.º ciclos de Monchique, no distrito de Faro, a segunda comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, justificou a alteração com o facto de o incêndio ter uma "complexidade" que está a "estender-se no tempo e no espaço".

Por outro lado, indicou que o sistema de operações "prevê que a partir do nível 5" haja um "comando nacional". "Estamos a falar de uma opção normal, prevista no sistema de gestão de operações. Não é uma rotura, é uma continuidade", afirmou. O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou hoje que o combate a este incêndio, que lavra há cinco dias, vai passar a ter um nível de coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil.

Até ao final da manhã desta terça-feira, as operações em Monchique estavam a cargo do comandante operacional distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, que inclusive fazia os dois 'briefings' diários com a comunicação social. Questionada sobre o número de habitações atingidas pelo incêndio, Patrícia Gaspar revelou que até ao momento "ainda não é possível" quantificar.

Por outro lado, a responsável da Proteção Civil revelou que a Segurança Social está a operacionalizar o apoio a cerca de 250 pessoas que foram retiradas das suas casas, concentradas em quatro locais distintos.

O incêndio rural que lavra desde sexta-feira em Monchique afeta também os concelhos de Silves e Portimão, também no distrito de Faro, tendo destruído casas e muitas viaturas. Há 29 feridos ligeiros e um ferido grave, com prognóstico favorável.

Segundo o Sistema de Emergência da União Europeia, nestes cinco dias arderam já cerca de 17 mil hectares.