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Ministério Público e PJ investigam fogo de Monchique, operação no terreno continua “complexa”

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Pontos críticos na manhã desta terça-feira estiveram localizados nas zonas de Casais e da barragem de Odelouca

O Ministério Público (MP) e a Polícia Judiciária (PJ) estão a investigar o incêndio que deflagrou na sexta-feira no concelho de Monchique, distrito de Faro, disseram hoje à agência Lusa os dois organismos.

"O Ministério Público do DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Faro vai investigar os incêndios de Monchique, para determinar as suas causas e o seu eventual enquadramento legal", refere a Procuradoria-Geral da República, numa resposta escrita.

Fonte oficial da PJ confirmou que a polícia "está a investigar" o incêndio, no âmbito desta investigação titulada pelo DIAP de Faro.

Situação continua “complexa”

O incêndio na serra de Monchique, que lavra há cinco dias, já causou, até ao momento, 30 feridos, um dos quais em estado grave, e obrigou à deslocalização de mais de 250 pessoas das zonas afetadas pelo fogo na última noite.

Num ponto de situação feito esta terça-feira na vila de Monchique, sede de concelho, o comandante operacional distrital, Vítor Vaz Pinto, indicou que foram assistidas neste incêndio, até ao momento, 79 pessoas e que há 29 feridos ligeiros, um dos quais com gravidade.

Mais de 250 pessoas foram deslocadas durante a noite no combate ao incêndio que lavra desde sexta-feira em Monchique, no distrito de Faro, onde as operações se mantêm de "elevada complexidade", informou hoje a Proteção Civil.

O responsável, que não apontou o número de casas atingidas, afirmou que "a previsão meteorológica vai continuar desfavorável", com vento intenso, que dificulta a atuação dos meios aéreos, e temperaturas a rondar os 35 graus durante o dia.

Ainda assim, haverá uma subida da humidade relativa.
O responsável apontou as zonas de Casais e da barragem de Odelouca como as mais críticas na manhã de terça-feira.

Questionado sobre eventuais falhas nas comunicações, Vítor Vaz Pinto disse que a rede de comunicações de emergência SIRESP foi reforçada e não sofreu falhas que comprotessem a operação.

[Notícia atualizada às 13h15]