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Incêndios. GNR corta estradas em Monchique. Chamas já chegaram aos concelhos de Silves e Portimão

MIGUEL A. LOPES/Getty

A GNR cortou a Estrada Nacional 266 em vários locais, em Monchique, e também a 267, que liga a cidade a Portimão por medo que o fogo possa por em risco quem por lá circule. O fogo lavra desde sexta-feira e há 29 feridos ligeiros e um ferido grave, com prognóstico favorável

O trânsito foi cortado em vários locais da EN266, nomeadamente na Nave Redonda, na Fóia e em Monchique e na EN267, na zona de Monchique, devido ao incêndio que lavra desde a passada sexta-feira, disse à Lusa fonte da GNR.

O incêndio rural que lavra desde sexta-feira em Monchique afeta igualmente os concelhos de Silves e de Portimão, também no distrito de Faro, tendo destruído casas e muitas viaturas. Há 29 feridos ligeiros e um ferido grave, com prognóstico favorável. Segundo o Sistema de Emergência da União Europeia, nestes cinco dias arderam já cerca de 17 mil hectares.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou hoje que o combate a este incêndio passou a ter um nível de coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil.

Até ao final da manhã de terça-feira, as operações em Monchique estavam a cargo do comandante operacional distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, que inclusive fazia os dois 'briefings' diários com a comunicação social.

A Proteção Civil assegurou, ao final do dia de hoje, que a passagem do comando das operações relativamente ao incêndio de Monchique para um nível nacional é "normal" e está prevista no sistema, rejeitando qualquer ideia de "rotura". Em conferência de imprensa na escola básica do 2.º e 3. ciclo de Monchique, no distrito de Faro, a segunda comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC),

Patrícia Gaspar, justificou a alteração com o facto de o incêndio ter uma "complexidade" que está a "estender-se no tempo e no espaço".
Por outro lado, indicou que o sistema de operações "prevê que a partir do nível 5" haja um "comando nacional". Questionada sobre o número de habitações atingidas pelo incêndio, Patrícia Gaspar revelou que até ao momento "ainda não é possível" quantificar. Por outro lado, a responsável da Proteção Civil revelou que a Segurança Social está a operacionalizar o apoio a cerca de 250 pessoas que foram retiradas das suas casas, concentradas em quatro locais distintos.