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Calor. Circulação em Monsanto normalizada a partir da meia-noite

Na sexta-feira, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu “evitar a concentração de pessoas” no Parque Florestal de Monsanto até esta segunda-feira devido ao risco de incêndio

A circulação no Parque Florestal de Monsanto, que foi reduzida "ao mínimo" desde sexta-feira, vai ficar normalizada a partir das 00h00 desta terça-feira, disse à Lusa fonte da Câmara de Lisboa.
Na sexta-feira, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu "evitar a concentração de pessoas" no Parque Florestal de Monsanto até hoje, "dado o risco máximo de incêndio", tendo por isso encerrado os parques recreativos e reduzido a circulação dentro daquele espaço.

A autarquia informou em comunicado que, "em virtude do aumento das temperaturas e consequente agravamento do risco de incêndio", tomou algumas "medidas preventivas especiais", como "reduzir ao mínimo a circulação e acesso ao Parque Florestal de Monsanto" e encerrar o Parque Recreativo do Alvito, o Parque Recreativo do Alto da Serafina e o Miradouro Panorâmico de Monsanto.

Hoje, fonte oficial do município da capital afirmou que "a partir da meia-noite deixam de haver constrangimentos" à circulação e será "levantado o dispositivo e as restrições".
Relativamente a ocorrências, a mesma fonte salientou que não houve "nada a assinalar".

Na sexta-feira, o município decidiu também "cancelar a realização de eventos no interior dos espaços em regime florestal.
A Câmara de Lisboa desaconselhou ainda "a utilização dos vários equipamentos coletivos particulares ali localizados, assim como a realização de piqueniques e atividades lúdicas". Além disso, a autarquia decidiu também abrir mais cedo os centros de acolhimento para pessoas em situação sem-abrigo "para refúgio do calor".

Também as equipas de rua e acompanhamento foram alertadas para reforçarem a distribuição de líquidos.
Fazendo um ponto de situação à agência Lusa, a coordenadora do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), afirmou que "não houve nenhum registo de nenhuma ocorrência fora do normal".

Os centros de acolhimento, que costumam abrir "por volta das 19:00/20:00", estiveram disponíveis a partir "das 12h00 e das 15h00", explicou Teresa Bispo, apontando que a partir de terça-feira já "devem voltar aos horários normais".

Também existe um centro aberto "24 sobre 24 horas", afirmou.
"Temos de ir adaptando as respostas às situações", salientou a coordenadora do NPISA, acrescentando que "ninguém ficou sem apoio" e que estas equipas foram "reforçadas para andar mais de dia" a prestar apoio à população. Ainda assim, "há uma sensibilidade das equipas de rua", que "estão sempre com atenção à hidratação, todos os dias do ano", esclareceu.