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Incêndio em Monchique obriga à deslocação de mais habitantes

FILIPE FARINHA

Condições pioram durante a tarde. Se o incêndio não for controlado, nova janela de oportunidade é na madrugada deste domingo, com a possível melhoria das condições meteorológicas

O incêndio que há mais de 24 horas lavra na Serra de Monchique agravou-se durante a tarde, obrigando à deslocação de mais habitantes, embora as autoridades ainda não consigam precisar quantos, informou a Lusa.

O fogo nesta zona está a ser combatido com recurso a máquinas de rasto e equipas de análise e uso de fogo. A “estratégia tem sido de ancorar as várias frentes, com combate indireto, consolidando em seguida com viaturas e meios aéreos”, disse ao Expresso fonte operacional.

O comando da Proteção Civil reconhece que “tem que haver especial cuidado com a comunicação do incêndio, que tem um combate difícil devido à orografia e à meteorologia. Não é por termos muitos bombeiros que o extinguimos mais depressa”, adiantou o comandante.

A estratégia tem sido “deixar arder livremente, porque os meios não conseguem chegar aos vales profundos, mas garantindo os limites”. O principal problema tem sido a meteorologia. “Os ventos voltam a aumentar de intensidade, a partir do meio da tarde e a mudar de direção e isso pode destruir todo o trabalho que foi feito até agora”.

Se os bombeiros não conseguirem dominar o incêndio ao longo deste sábado terão “outra janela de oportunidade na próxima madrugada, domingo, quando a temperatura diminuir e a humidade relativa aumentar”.

O fogo de Monchique lavra há mais de 24 horas, já destruiu uma habitação e vários barracões agrícolas. Provocou ainda 12 feridos, duas equipas de bombeiros que incorporavam um grupo de reforço de Lisboa que “foi surpreendido por uma mudança repentina do vento. Ficaram abalados e os carros ligeiramente queimados, mas nada de muito perturbador”, explicou ao Expresso o presidente dos Bombeiros de Carnaxide, a quem pertencia uma das viaturas atingidas.

Para o local foram, entretanto, ativadas 3 brigadas de reforço, oriundas de Beja e o recrutamento de novos meios já chegou ao Centro do país, que enviou uma coluna de socorro a partir de Leiria. Da Grande Lisboa também seguiram 3 grupos para fazerem a rotação dos bombeiros que estão há mais tempo a combater as chamas.