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Estudante francesa rejeitou o assédio de um estranho e foi esbofeteada em público

Vítima partilhou o vídeo da cena na rede social Facebook e o caso está a provocar uma onda de indignação em França

Luís M. Faria

Jornalista

Uma estudante francesa foi esbofeteada por um estranho num café de Paris por ter rejeitado o assédio persistente a que ele a submetia. O vídeo da cena, que o estabelecimento depois forneceu à jovem e que ela colocou na internet, já foi visto por muitos milhares de pessoas e está a indignar a França.

A jovem, Marie Laguerre, contou que o homem já andava há algum tempo a persegui-la. Começou a fazer aquilo que ela descreve como barulhos provocatórios e a dirigir-lhe palavras inapropriadas. Naquele dia apanhou-a de mau humor. "Teve azar, não foi o primeiro naquele dia e eu estava cansada". Mandou-o calar-se e foi embora.

Explicou depois que tinha decidido não se calar mais naquele tipo de situação, "porque não tolero este comportamento". Mas a sua reação enfureceu o homem. Primeiro, ele atirou-lhe um cinzeiro. Depois, foi atrás dela.

"Bateu-me na rua, em pleno dia, em frente a dezenas de testemunhas. Já apresentei queixa". A reação nacional foi intensa, e a procuradoria de Paris abriu um inquérito. Para já, a identidade do homem permanece desconhecida.

"Ele não é o único", explica Laguerre. "O assédio acontece todos os dias. Estes homens que pensam que tudo é permitido na rua, que nos humilham e não toleram serem ofendidos, é inaceitável. Chegou a altura de isto acabar".

A ministra da Igualdade francesa concordou. Saudando a coragem de Laguerre, disse que ela tinha mostrado a realidade do assédio sexual aos céticos. Uma nova lei à espera de aprovação final prevê penas de até 750 euros para quem assobiar a mulheres na rua, lhes atirar piropos considerados “odinários” ou lhes pedir o número de telefone, entre outros atos que provoquem incómodo.

Veja aqui o vídeo que Maria Laguerre partilhou: