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Sociedade

Cuidados Paliativos do hospital S. João abrem com mais capacidade

Foto Rui Duarte Silva

Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital São João conta com um aumento de profissionais, nomeadamente enfermeiros e assistentes operacionais

A Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital São João, no Porto, foi esta segunda-feira inaugurada com 12 camas e o aumento dos profissionais dedicados ao serviço, que, segundo a diretora, tardou dez anos em concretizar-se.

Segundo a diretora do serviço de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar São João, Edna Gonçalves, a unidade esta segunda-feira inaugurada, com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, "é a materialização de um sonho que era fundamental".

Com 12 camas e um aumento de profissionais, nomeadamente enfermeiros e assistentes operacionais, que eleva para 40 o número de recursos humanos disponíveis no serviço, a nova unidade tem ao nível das camas a resposta "possível".

"Doze camas, neste hospital é o possível, pois estamos a falar de um hospital que faz para o ano [2019] 60 anos", disse Edna Gonçalves.

Segundo adiantou, caso houvesse mais espaço, o número subiria para "20 camas", mas "menos de oito e mais de 20 não são geríveis neste tipo de unidade".

"O rácio definido pelo plano estratégico foi cumprido nesta unidade: para além dos seis enfermeiros que já tínhamos, chegaram mais 15, temos nove assistentes operacionais quando não havia nenhum, passamos a ter também um assistente técnico e vamos aumentar o apoio de psicologia e de assistência social. Virá também mais uma médica que nos permitirá ter médico sete dias por semana, 12 horas por dia", descreveu.

Ao todo serão "cerca de 40 profissionais em todo o serviço, sendo a unidade uma valência desse serviço", disse a diretora, referindo que vão ser assistidos "doentes oncológicos e não oncológicos, com doenças neuromusculares, com demência em situação complexa, com insuficiência respiratória, cardíaca, hepática, hematológica e doentes transplantados, todo o tipo de doentes com doenças incuráveis".

O secretário de Estado destacou o "momento histórico" da inauguração de "uma unidade para doentes altamente complexos, que vai servir de formação, de escola a outros profissionais de saúde, que vai ser local de investigação e que, acima de tudo, vai dar uma resposta aos utentes e suas famílias numa área que é carenciada e onde o Governo quer investir".

Questionado sobre o facto de, tal como foi evidenciado por Edna Gonçalves, a unidade ter demorado 10 anos a abrir, Fernando Araújo reconheceu-o, mas preferiu valorizar o facto já estar em funcionamento.

"A partir de hoje temos aqui uma resposta que não tínhamos", concluiu o governante.