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O governo da Terra é português

Global_Pics/Getty

Chama-se Casa Comum da Humanidade e é um projeto pioneiro de governação global dos recursos naturais do planeta — liderado por Portugal. Na base está um novo sistema de contabilidade ambiental e económica que compensa quem conserva e valoriza a Natureza e penaliza quem a destrói

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

M aio de 2007. Paulo Magalhães, fotógrafo profissional, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, resolveu lançar um livro muito diferente dos livros de fotografia da Natureza que tinha publicado antes. Partia de um sonho, de uma utopia, de uma ideia absolutamente pioneira, e tinha um título muito ambicioso: “Condomínio da Terra — Das Alterações Climáticas a uma Nova Conceção Jurídica do Planeta” (Edições Almedina).

O livro teve várias reimpressões, foi vendido no Brasil, houve uma versão em inglês comercializada na internet e o canal de TV Odisseia fez uma reportagem do seu lançamento em Lisboa. Mas a ideia de um dia os recursos naturais da Terra serem governados à escala global como um condomínio, de modo a tornar o planeta sustentável, não passou durante anos de um projeto utópico, apesar de ser um modelo jurídico de comprovada eficácia à escala reduzida, por conseguir conciliar com sucesso os interesses individuais dos condóminos e o interesse coletivo, como sabe qualquer pessoa que tem casa própria num bloco de apartamentos.

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