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José Avilez: “Não posso dizer que tenha saudades da infância”

O mais bem sucedido cozinheiro português confessa-se numa longa entrevista. Este mês abre Mini Bar no Porto, o 18º negócio, e já sonha com a terceira estrela Michelin. Vai também lançar dois novos negócios, em Cascais e no Dubai

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotojornalista

Tiago Miranda

José Avillez é um conversador nato. De tal forma que, quase sem darmos por isso, chegamos depressa às quatro horas de entrevista, divididas por dois dias, porque a agenda do mais bem-sucedido cozinheiro português está sempre bem preenchida. Por esta altura, entre viagens e distinções [em fevereiro, recebeu o Grand Prix de L’Art de La Cuisine, um dos prémios mais prestigiados do mundo da gastronomia], anda entretido a alargar o seu império: em janeiro, abriu a Pitaria, no Chiado; em março, a Cantina Zé Avillez, no Campo das Cebolas; em maio, um Cantinho do Avillez, no Parque das Nações (todos em Lisboa); e, este mês, levou o conceito do bem-sucedido Mini Bar para o Porto. Até ao final do ano, o também colaborador do Expresso (assina as receitas da Revista E desde 2015), Chefe do Ano da edição de 2018 dos prémios “Boa Cama Boa Mesa”, deverá regressar com dois projetos a Cascais, a vila onde nasceu, e no início de 2019 irá abrir o seu primeiro negócio no estrangeiro, a Tasca, num hotel no Dubai. Há dois anos, o seu grupo tinha seis restaurantes, agora tem 18 e mais de 600 funcionários. “Às vezes, tenho tanta coisa na cabeça que penso: que trabalho é mesmo o meu?”, confessa. É um artista frustrado, que esculpe em casa e que, se tivesse tempo, ainda gostava de fazer o curso de Arquitetura. “Ando sempre com folhas de papel milimétrico, passo a vida a fazer as maquetas das cozinhas.” Confessa-se realizado, feliz na pele de pai e de marido, em paz com as tristezas da infância depois de sete anos de psicanálise. Não vive obcecado com a terceira estrela Michelin para o Belcanto, mas admite que seria uma “honra” recebê-la e um feito importante para a promoção da gastronomia portuguesa. Por agora, o que gostava mesmo era de passar mais tempo com a família e com os amigos próximos. “Tomamos consciência muito cedo de que somos mortais.” O cozinheiro-empresário falou com o Expresso no Beco, o restaurante-cabaret do Bairro do Avillez, no Chiado.

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  • Restaurante de José Avillez no Dubai abre no início do ano

    O mais aclamado cozinheiro português abre um restaurante a cada dois meses. Em 2018, vai regressar a Cascais com dois projetos e prepara-se para entrar no Dubai. Numa extensa entrevista a publicar este sábado na Revista do Expresso, abre o livro de receitas do seu sucesso e explica como a psicanálise o ajudou a ultrapassar a morte do pai quando tinha sete anos