Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Lisboa. CDS contra “botox urbanístico” na Feira Popular

Os centristas apelam à intervenção do Ministério Público: o loteamento “parece um fato à medida de alguém que nunca foi verdadeiramente explicado”, diz o vereador João Gonçalves Pereira

Os vereadores do CDS em Lisboa consideram que a proposta da Câmara para os terrenos da antiga Feira Popular, a qual passa pela contabilização de quase três hectares de espaços na via pública para o cálculo do volume de construção, é "uma espécie de botox urbanístico".

Em declarações ao Expresso, o eleito centrista João Gonçalves Pereira afirma que a solução suscita "as maiores reservas" quanto ao "cumprimento da lei". O arranque da Operação Integrada de Entrecampos (assim designa a autarquia a intervenção, que extravasa o perímetro do velho parque de diversões) ficará selado nesta terça-feira. A partir das 15h, reúne-se a Assembleia Municipal, que irá com toda a certeza aprovar a hasta pública dos terrenos da antiga Feira Popular.

"Hoje terminará o processo político. Amanhã será o tempo de o Ministério Público analisar este labiríntico processo", diz João Gonçalves Pereira. O vereador centrista, também deputado à Assembleia da República, critica o modo como as coisas foram feitas pela Câmara: "À pressa, com pouco debate público e faltando muitas explicações por parte de Fernando Medina".

Gonçalves Pereira lança mesmo suspeitas sobre alguns contornos da operação: "Por exemplo, o loteamento que foi feito parece um fato à medida para alguém que nunca foi verdadeiramente explicado". Para o eleito do CDS, "estamos perante um autêntico “vale-tudo”".