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Fogos na Grécia. Há 740 portugueses a residir no país

YANNIS KOLESIDIS/EPA

A Secretaria de Estado das Comunidades está a acompanhar ao minuto a tragédia dos incêndios na Grécia junto da embaixada portuguesa em Atenas. Não há até à data nenhum “reporte específico de situações complexas” relativamente aos portugueses que vivem no país

O Governo, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, está desde ontem a acompanhar ao detalhe a catástrofe dos incêndios na Grécia junto da embaixada portuguesa em Atenas.

Segundo a Secretaria de Estado das Comunidades, há 740 portugueses residentes na Grécia, não havendo até ao momento "nenhum reporte específico de situações complexas" envolvendo a comunidade lusa e causadas pelos incêndios.

A comunidade portuguesa na Grécia é pequena e está muito centrada na zona da Grande Atenas, onde residem cerca de 600 entre todos os 740 portugueses que vivem no país. Uma das particularidades da comunidade portuguesa na Grécia é que não é uma comunidade migrante laboral (que emigra por razões de trabalho), mas constituída sobretudo por via de casamentos.

A Embaixada de Portugal na Grécia está a acompanhar a situação junto da Proteção Civil grega e por intermédio da rede consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros grego. Até ao momento, "não temos indicação de que tenha havido sinistrados portugueses com qualquer grau de gravidade", segundo adiantou ao Expresso fonte diplomática em contacto efetuado cerca das 9h30 da manhã (hora de Portugal continental).

Destino de férias de portugueses - e até de Cristiano Ronaldo

Também os operadores turísticos portugueses estão atentos à evolução da catástrofe gerada pelos incêndios junto a Atenas, numa altura de época alta em que muitos portugueses escolhem este destino para férias. Recorde-se que até Cristiano Ronaldo foi este mês de férias para a Grécia, logo após a seleção portuguesa ter sido afastada do campeonato mundial de futebol, tendo regressado a 15 de julho.

A Abreu Viagens tem nesta altura turistas portugueses na Grécia e adianta estar "desde cedo a acompanhar a situação gerada pelos incêndios", mas não tem "informação de impactos ou problemas complexos com clientes nossos". A agência frisa, no entanto, que "se a situação se complicar, ou se houver alguma necessidade de reajustar a operação e trazer as pessoas de volta, são as entidades oficiais que terão de tomar essa decisão".

2007 é o ano mais trágico na memória dos gregos em matéria de incêndios, com 87 pessoas mortas. É o ano que os gregos comparam ao 2017 português.