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Cada família deve ser um “laboratório de misericórdia”, diz Tolentino de Mendonça

José Tolentino de Mendonça foi indigitado no mês passado como arquivista e bibliotecário do Vaticano, passando a tutelar a mais antiga biblioteca do mundo

O arcebispo José Tolentino de Mendonça defendeu sexta-feira em Fátima que cada família deve ser "um laboratório de misericórdia", acrescentando que dentro de cada família também há "periferias existenciais".

O antigo vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa falava num encontro internacional de famílias em Fátima, altura em que disse, citando o papa Francisco, que é necessário não se ficar por uma "moral fria, de escritório" em temas delicados como a vida, a relação entre as pessoas ou a "construção interior do projeto familiar".

Ainda numa referência ao papa o arcebispo disse, citado pela Agência Ecclesia, que é urgente descobrir ou redescobrir o "amor misericordioso" e que é "esta lógica que deve permanecer na Igreja e nas igrejas domésticas, que são as famílias, para fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais".

O encontro internacional de Fátima, o XII Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora, reúne mais de quatro mil casais de 75 países e termina no sábado com uma conferência do cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente.

José Tolentino de Mendonça foi indigitado no mês passado como arquivista e bibliotecário do Vaticano, passando a tutelar a mais antiga biblioteca do mundo, sendo elevado a arcebispo e recebendo simbolicamente a antiga sede episcopal de Suava, no norte de África.

Madeirense, 52 anos, Tolentino de Mendonça, que foi condecorado com o grau de comendador da Ordem de Sant'Iago da Espada em 2015, assumirá o novo cargo em 1 de setembro próximo. Na altura o Presidente da República felicitou José Tolentino de Mendonça e a Assembleia da República aprovou um voto de louvor.