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Ministério da Saúde quer emissão de exames sem papel até ao final de agosto

GERARD JULIEN/GETTY

Rosa Valente de Matos, secretária de Estado da Saúde, considera que o facto de os exames complementares de diagnóstico ficarem disponíveis em formato eletrónico vai facilitar “a vida dos utentes” e tornar o processo mais “seguro e eficiente”

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, disse esta quinta-feira que até ao final de agosto todos os centros de saúde devem ter a capacidade de emitir exames sem papel.

"Obviamente que é um processo progressivo, mas queremos garantir que o sistema está em condições de conseguir receber os milhares de exames que são pedidos diariamente, por isso é algo que vamos acompanhar de forma bastante pormenorizada", disse à Lusa Henrique Martins.

O SPMS promoveu hoje, em Lisboa, a primeira requisição desmaterializada de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), integrada nos exames sem papel. Durante o encontro, Henrique Martins adiantou que na próxima semana, para além da Unidade de Saúde Familiar da Baixa de Lisboa, "mais cinco locais vão começar a experimentar o projeto e vai passar a haver um em cada região".

A secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, marcou presença no evento e, enquanto utente, promoveu o percurso digital dos exames, com o médico a proceder à requisição, de forma desmaterializada de um exame para efetuar num laboratório. Após a realização da análise, a utente recebeu uma mensagem de alerta no seu telemóvel a indicar que os resultados, entretanto partilhados pelo laboratório, estão disponíveis na sua área do cidadão do portal do Serviço Nacional de Saúde.

Rosa Valente de Matos explicou à Lusa que o facto de a prescrição de exames complementares de diagnóstico ficarem disponíveis em formato eletrónico vai facilitar "a vida dos utentes" e tornar o processo mais "seguro e eficiente".

A desmaterialização da requisição de MCDT não acaba com os exames em papel por completo, pois o utente pode continuar a receber o exame impresso caso seja essa a sua preferência, sendo o SMS ou o email opções alternativas.

"Neste momento, o doente pode sempre escolher pois ainda há pessoas que efetivamente não querem utilizar o telemóvel, tanto para a receita como para a área dos exames de MCDT. No entanto, há cada vez mais utentes que utilizam as tecnologias para marcar as suas consultas", afirmou.

A secretária de Estado sublinhou ainda que os exames sem papel são uma transformação benéfica não só para os utentes, como para os profissionais de saúde, "que vão ter a sua vida muito mais facilitada", tendo em conta as "cerca de 83 mil consultas diárias a nível dos cuidados de saúde primários".

Inserido no Registo de Saúde Eletrónico, o projeto continua a avançar, disponibilizando os resultados de MCDT, de forma digital, a um conjunto cada vez maior de entidades convencionadas. Para além de uma maior segurança para todos os intervenientes, os "exames sem papel" contribuem, segundo Henrique Martins, para "a desburocratização e redução de desperdício na prestação de MCDT, potencializando a aproximação do médico ao cidadão".