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Sociedade

Assistentes sociais reivindicam integração na carreira de técnico superior de saúde

carreira de técnico superior de saúde já existe, mas não inclui os milhares de assistentes sociais que trabalham no setor

Os assistentes sociais querem ser integrados na carreira de técnico superior de saúde, regime especial, na futura Lei de Bases da Saúde, e admitem formas de luta, até uma greve, se forem "esquecidos". "Apostamos no diálogo. Mas obviamente que convocar greve é uma competência dos sindicatos, no caso de sermos esquecidos", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais (SNAS), Luís Matias.

O responsável lembrou que a carreira de técnico superior de saúde já existe, mas não inclui os milhares de assistentes sociais que trabalham no setor (só o Centro Hospitalar Lisboa Norte tem 55, disse), pelo que o sindicato julga ser agora o momento, quando se encontra em discussão pública a proposta de revisão da Lei de Bases da Saúde.

O SNAS enviou na semana passada um documento à presidente da comissão de revisão da lei, Maria de Belém Roseira, no qual alerta que na lista de várias profissões da proposta de lei para a revisão não constam os assistentes sociais.

Os assistentes sociais que exercem funções no Serviço Nacional de Saúde (SNS) prestam assistência, que pode consistir em avaliação, intervenção ou monitorização e tal está contemplado como o trabalho de profissionais de saúde, segundo a lei, argumenta o sindicato.

"Os assistentes sociais integram todas as equipas interdisciplinares que prestam diretamente cuidados aos doentes", e o seu trabalho contribui "para a prevenção da doença, para a manutenção, defesa e promoção da saúde e do bem-estar e da qualidade de vida do indivíduo, da família e da comunidade, com o grau de complexidade inerente ao de Técnicos Superiores de Saúde", justifica o sindicato no documento, a que a Lusa teve acesso.

O sindicato argumenta ainda que os assistentes sociais prestam diretamente cuidados sociais/assistência, fazem consultas nas instituições e domiciliárias, diagnosticam situações e problemas, promovem respostas, prestam apoio e articulam recursos. E fazem-no quer em hospitais quer nos cuidados de saúde primários e em muitas outras situações, da prevenção da violência à saúde materna, dos cuidados integrados à medicina de reabilitação, da minimização de riscos nas dependências à saúde mental.

Luís Matias afirma que são cerca de 20 mil os assistentes sociais, com a área da saúde a juntar "muitos profissionais", embora não tenha um número preciso, atualmente na carreira do regime geral, No caso de as suas pretensões não serem atendidas, disse à Lusa, os assistentes sociais vão solicitar audiências a outras instâncias, admitindo também o recurso à greve e integrar ações de luta que surjam por parte de outros sindicatos com profissionais no SNS.