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Projetos de investigação científica recebem €375 milhões, o maior financiamento de sempre

São 1618 projetos e vão ser financiados nos próximos três anos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pelo programa COMPETE 2020 e pelos Programas Operacionais Regionais do Portugal 2020

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Os resultados do concurso de 2017 de projetos de investigação e desenvolvimento (I&D) em todos os domínios científicos acabam de ser divulgados e foram atribuídos 375 milhões de euros a 1618 projetos para os próximos três anos, revela a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a principal agência pública de apoio à investigação.

O financiamento está repartido entre a FCT, o programa COMPETE 2020 e os Programas Operacionais Regionais do Portugal 2020, apoiados por fundos europeus. Segundo a fundação, "trata-se do maior financiamento alguma vez atribuído em concursos de projetos de I&D em Portugal, um valor cerca de três vezes superior ao montante global envolvido no último concurso lançado pela FCT, em 2014".

A informação agora tornada pública inclui a indicação do número e do volume de financiamento das candidaturas consideradas elegíveis, do número e do volume de financiamento dos projetos a financiar e as classificações mínimas dos projetos financiados por painel de avaliação.

A comunidade científica tem vindo a criticar o atraso dos resultados do concurso encerrado há mais de um ano, porque teve como data limite de apresentação das candidaturas o dia 17 de maio de 2017.

4593 candidaturas submetidas

Ao concurso de 2017 foram submetidas 4593 candidaturas, das quais 3304 candidaturas foram consideradas elegíveis, em conformidade com os termos do aviso de abertura de concurso. Os projetos recomendados para financiamento em todas as áreas do conhecimento são 1618.

As candidaturas foram distribuídas por 33 painéis de avaliação, de acordo com a respetiva área científica. Cada candidatura foi avaliada por dois investigadores reconhecidos internacionalmente, num total de 417 avaliadores, "que consensualizaram as suas classificações em reuniões de cada painel", refere a FCT.

Dentro de cada painel, as propostas foram ordenadas "apenas de acordo com o seu mérito". A classificação resulta da avaliação "da qualidade da candidatura, que afere o mérito científico do projeto", e da respetiva equipa, bem como do potencial de valorização económica e social, "incluindo, quando aplicável, o enquadramento na Estratégia de Especialização Inteligente (RIS3)".

A FCT assegura que se garantiu "uma taxa de sucesso semelhante em todos os painéis de avaliação em termos de volume de financiamento elegível solicitado". Assim, para cada painel de avaliação ficou definida uma “linha de corte” associada ao mérito das candidaturas, independente da localização geográfica dos proponentes e da fonte de financiamento.

Os projetos são propostos para financiamento pela FCT exclusivamente por fundos nacionais ou através do COMPETE 2020 e dos Programas Operacionais Regionais, com contrapartida nacional assegurada pela FCT.