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Porto posiciona-se para entrar no Mercado Digital Único

Rui Duarte Silva

O Porto é uma das oito cidades candidatas ao projeto Synchronicity, programa que vai financiar em €3 milhões a expansão de serviços e soluções digitais em contexto urbano. Mobilidade, envolvimento do cidadão, ambiente e bem-estar são as áreas eleitas pela Câmara do Porto

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

As cidades do Porto, Manchester, Helsínquia, Milão, Antuérpia, Carouge, Santander e Eindhoven vão concorrer a uma ajuda superior a €3 milhões para financiarem a expansão da sua rede digital em contexto urbano, no âmbito do projeto Synchronicity

No processo de candidatura, cada município irá procurar soluções tecnológicas em áreas definidas como prioritárias, recaindo o foco do Porto nas áreas integradas de mobilidade, integração do cidadão, ambiente e bem-estar. De acordo com Filipe Araújo, vice-presidente da autarquia e vereador com o pelouro da Inovação, os projetos a submeter visam contribuir para que os cidadãos e agentes de inovação, como PME e startups, “sejam participantes ativos no mercado digital único.

As candidaturas já em curso irão decorrer até 30 de setembro, podendo ser implementadas em consórcio de empresas ou por iniciativa dos municípios. Ao todo, serão selecionadas 15 a 25 soluções, a implementar, no mínimo, em três das cidades concorrentes, durante um período de seis meses. Filipe Araújo, que fará, esta terça-feira, ao final da tarde, a apresentação da candidatura do Porto, adiantou ao Expresso que cada proposta selecionada receberá entre €100 a €300 mil de financiamento, justificando a adesão à plataforma Syncronicity com “o compromisso do município na progressiva digitalização da cidade”, a partir da infraestrutura tecnológica já existente.

A meta da autarquia, que se candidata através da Associação Porto Digital, associação privada sem fins lucrativos, criada em 2004 e participada pelo município, Universidade do Porto e pela empresa Metro do Porto, passa pela expansão da rede de fibra ótica, atualmente com 4.000 quilómetros, e a rede wi-fi, que em 2017 suportou mais de um milhão de dispositivos ligados, “a maior rede digital do país”, de acordo com o vereador independente.

Numa sociedade cada vez mais digital, Filipe Araújo sustenta que o bem-estar dos residentes passa pelo acesso a soluções inovadoras e eficientes no seu quotidiano, razão pela qual “a autarquia aposta num investimento planeado de cerca de €2 milhões para ligar toda a infraestrutura de semáforos a uma plataforma de gestão integrada”. Com wi-fi gratuito nos transportes urbanos do Metro e STCP, jardins e praças de maior afluência, a Associação Porto Digital pretende duplicar a rede gratuita nos próximos anos.

Filipe Araújo defende que a expansão da rede de sensorização da cidade é fundamental para os serviços que tenham por base informação em tempo real, como ainda para que o Porto se posicione “no mercado global de soluções urbanas baseada na internet das coisas”.

O projeto Synchronicity reúne um consórcio de 39 parceiros de 13 países e conta com um investimento global de €20 milhões, cofinanciado em €15 milhões pela Comissão Europeia.