Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Mestrados em Finanças de três escolas portuguesas no top 30 mundial

ISCTE Business School

Formações da Nova, Católica e ISCTE em destaque no ranking do Financial Times. Portugal é o quinto país com mais escolas de gestão a integrar a lista, a par de Espanha e Suíça

Dos três mestrados em Finanças portugueses que figuram no ranking do Financial Times, divulgado esta segunda-feira, o da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) continua a ser o bem mais classificado. Apesar de descer em relação aos últimos dois anos, alcança a 21ª posição a nível mundial e mantém-se firme no top 20 europeu. Já o mestrado da escola de gestão do ISCTE subiu 13 lugares e encontra-se agora em 27º. Entre os dois está o da Católica Lisbon Business and Economics. Também viu a sua classificação melhorar, saltando da 26ª posição passou a 23ª.

Esta lista do Financial Times (FT) integra um conjunto de outros rankings que a publicação inglesa vai apresentando ao longo do ano sobre a oferta em gestão, finanças e economia por parte das melhores escolas em todo o mundo. No caso dos mestrados em Finanças foram tidos em conta 17 indicadores, sobretudo relacionados com o progresso na carreira dos graduados, a diversidade da escola e a dimensão internacional de ensino e da investigação. E as escolas portuguesas saem-se muito bem em vários.

O mestrado em Finanças da NOVA SBE, por exemplo, coloca-se entre os 10 melhores do mundo no retorno que traz aos seus alunos comparado com o investimento financeiro que têm de fazer (“value for money”). A taxa de empregabilidade é de 100% três meses após a conclusão do curso. “Ser o número 10 do mundo em termos de value for money é notável, especialmente com novas escolas chinesas e americanas nos rankings. A capacidade dos nossos alunos serem colocados rapidamente num mercado de trabalho global altamente competitivo é um sinal claro do prestígio e da credibilidade internacional da nossa escola”, sublinha o vice-diretor da Nova SBE para as relações institucionais e desenvolvimento internacional. Milton de Sousa destaca ainda o facto de, pelo segundo ano consecutivo, os mestrados da escola contarem com mais candidatos internacionais do que nacionais para o próximo ano letivo.

Reino Unido com mais escolas no ranking

Já a Católica-Lisbon, que também integra o top 20 europeu, destaca a sua prestação no indicador “objetivos alcançados”, que mede a concretização dos objetivos que os estudantes pretendiam atingir ao inscreverem-se no mestrado. Tem o 8º melhor desempenho a nível mundial neste parâmetro. A média salarial pós-graduação (55% de aumento) e a percentagem de docentes estrangeiros (43%) são outras áreas em que se evidencia.

Para o diretor da Católica-Lisbon, o resultado reflete “a forte aposta na internacionalização, cada vez mais um pilar crítico da afirmação da escola”.

No caso do ISCTE, a escola de gestão sai-se particularmente bem no impulso que a frequência do mestrado tem nas carreiras dos seus graduados em termos de senioridade e dimensão da empresa para a qual trabalham. Obteve a terceira melhor avaliação, entre as 65 escolas que integram este ranking do FT.

O facto de haver uma representação quase paritária entre homens e mulheres no corpo docente, entre alunos e conselho consultivo da escola – que é o sexto mais internacional do mundo – também coloca a escola em destaque.

Tudo somado, lembra-se na nota do ISCTE, Portugal é o quinto país com mais escolas de gestão contempladas no ranking (3), apenas atrás do Reino Unido (18), dos Estados Unidos (14), da França (9) e da China (5). Espanha e Suíça têm tantas escolas como Portugal nesta lista que, este ano, é liderada pela HEC Paris.