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Marcelo em Nodeirinho enaltece a capacidade de superação das aldeias afetadas pelo fogo

Na inauguração do memorial construído junto à fonte da aldeia onde há um ano se salvaram várias pessoas, o Presidente da República destacou o verso bíblico ali gravado: "Eis que faço novas todas as coisas"

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se este domingo orgulhoso por ser o Presidente da República de pessoas como as da comunidade de Nodeirinho e de outras aldeias afetadas pelo fogo de Pedrógão Grande, por "fazerem novas todas as coisas".

Na inauguração do memorial construído junto à fonte onde há um ano se salvaram várias pessoas em Nodeirinho, Marcelo Rebelo de Sousa vincou, por mais uma vez, a capacidade de superação das comunidades afetadas.

"Tenho muita honra em ser o Presidente de portugueses e portuguesas como vós sois. É um motivo de profundo orgulho saber da vossa coragem, da vossa determinação, da vossa vontade de fazer novas todas as coisas", disse o chefe de Estado, dirigindo-se à população de Nodeirinho, pequena aldeia onde hoje estavam muito mais pessoas do que os seus 35 habitantes.

Marcelo Rebelo de Sousa fazia referência ao verso bíblico "Eis que faço novas todas as coisas", presente no memorial hoje inaugurado e pensado pelo pintor local João Viola, que procurou criar um "monumento à vida", onde não são esquecidas nem as 11 vítimas mortais da aldeia, nem as árvores e animais que também morreram há um ano, na sequência do incêndio.

"A frase diz tudo: eis que faço novas todas as coisas. Eis que transformo o luto, a morte, a dor em vida. É o que faz este monumento e é o que faz esta comunidade toda e que se alarga a outras comunidades à volta, e a um concelho e a vários concelhos e que infelizmente depois se alargou a muitos outros concelhos, em outubro", frisou o Presidente da República.

O incêndio que deflagrou há um ano em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), em 17 de junho, e alastrou a concelhos vizinhos provocou 66 mortos e cerca de 250 feridos.

As chamas, extintas uma semana depois, destruíram meio milhar de casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.
Em outubro, os incêndios rurais que atingiram a região Centro fizeram 50 mortes, a que se somam outras cinco registadas noutros fogos, elevando para 121 o número total de mortos em 2017.