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Mais acidentes, mais feridos e mais mortos nas estradas portuguesas

Foto João Carlos Santos

Dados do relatório de segurança interna de 2017 revelam que morreram 520 pessoas nas estradas. Há menos roubos mas mais violações. Documento do MAI é revelado na totalidade esta quinta-feira no Parlamento

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Mais acidentes, mais mortos e mais feridos (graves e ligeiros) nas estradas portuguesas. Estas são algumas das conclusões do mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), o de 2017, que será divulgado esta quinta-feira no Parlamento.

De acordo com alguns dados a que o Expresso teve acesso, em 2017 registaram-se 136 239 acidentes, o que significa uma subida de 2,3% em comparação com a ano anterior. Mais acentuado foi o aumento das vítimas mortais: 14,3%. Entre janeiro e dezembro do ano passado morreram 520 pessoas, mais 65 que em 2016.

Mais acidentes, mais mortos e mais feridos (graves e ligeiros) nas estradas portuguesas. Estas são algumas das conclusões do mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), o de 2017, que será divulgado esta quinta-feira no Parlamento.

De acordo com alguns dados a que o Expresso teve acesso, em 2017 registaram-se 136 239 acidentes, o que significa uma subida de 2,3% em comparação com a ano anterior. Mais acentuado foi o aumento das vítimas mortais: 14,3%. Entre janeiro e dezembro do ano passado morreram 520 pessoas, mais 65 que em 2016.

O crescimento de feridos graves foi de 4%, enquanto o dos ligeiros foi de 6,3%.

Mas nem só de acidentes na estrada vive o RASI. Alguns números foram já avançados esta quarta-feira pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. A criminalidade geral tem vindo a registar uma reduação “sustentada” desde 2008. No ano passado, os crimes violentos desceram 8,7% em relação a 2016.

Quanto ao aumento de 3,3% da criminalidade geral no mesmo período, é explicado que decorre sobretudo da concentração estatística das ocorrências da contrafação, falsificação e moeda falsa, bem como dos números relativos a outras burlas e incêndios.

Neste capítulo dos fogos, registaram-se mais 2442 casos do que em 2016.

Na tabela que refere as maiores subidas e descidas nos crimes em 2017, as boas notícias vão para os roubos na via pública, por esticão, em transportes públicos, a extorsão, bem como os roubos em edifícios comerciais, em bombas de gasolina e de viaturas. Já as más têm a ver com o aumento dos casos participados de violações, ofensa à integridade física grave, pirataria aérea e outros crimes contra a segurança da aviação civil. E, por fim, o roubo a farmácias e o homicídio voluntário consumado.

Eduardo Cabrita dá pistas sobre RASI

Numa conferência de imprensa realizada após a reunião do Conselho Superior de segurança Interna, na qual foi apreciado o RASI de 2017, o ministro Eduardo Cabrita destacou “a consolidação de uma tendência de redução” da criminalidade violenta e grave “que se vem verificando na última década”.

Em declarações registadas pela agência Lusa, o ministro explicou que o crime que mais cresceu no ano passado foi o de moeda falsa (mais 246%), mas “por meras razões estatísticas”, uma vez que a Polícia Judiciária “registou em 2017 um conjunto de processos relativos a vários anos”.

“Isso determina um crescimento de 246%, o que não corresponde a nenhum fenómeno generalizado de crescimento de circulação de moeda falsa no país”, disse, adiantando que outro tipo de crime “com crescimento significativo” foi o de incêndio florestal, que aumentou mais de 27%.

Segundo Eduardo Cabrita, este aumento decorre “da situação dramática” vivida em Portugal no ano passado, mas também “da correspondente intensificação da atuação das forças e serviços de segurança relativamente à fiscalização” no que toca aos incêndios florestais.

O ministro afirmou que cresceu também o crime de burla, nomeadamente no que diz respeito a burlas em vendas e no arrendamento de habitações, sobretudo através da internet.

Na conferência de imprensa, o ministro realçou igualmente que até outubro do ano passado se registou uma “justa preocupação” com os crimes relacionados com os assaltos a caixas de multibanco (ATM), que aumentaram 73% face a 2016.

“Teve o seu ponto mais alto em outubro de 2017”, disse, sublinhando que as medidas adotadas levaram “a uma significativa redução” em novembro e dezembro de 2017 e nos primeiros meses de 2018 aos assaltos às caixas de multibanco.

Sobre a “criminalidade que mais afeta as populações”, o governante destacou as reduções dos furtos em residência (menos 14%), em veículo motorizado (-11%), das ocorrências em meio escolar (-6,4) e da criminalidade grupal (-8.8%).

Eduardo Cabrita frisou também “pela positiva” que, em 2017, se verificou uma redução dos roubos na via pública e por esticão em transportes públicos.

O ministro disse ainda que, ao longo dos últimos meses, Portugal tem sido sistematicamente considerando em várias avaliações internacionais como “um dos países mais seguro do mundo”, o que “é fundamental” para a qualidade de vida dos portugueses, mas também para o turismo e para o investimento no país.

“A evolução na área de segurança interna é decisiva para a qualidade de vida, mas também a evolução da economia portuguesa”, sustentou.