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Orlando Figueira alega que o seu processo está relacionado com afastamento de Cândida Almeida. “Houve uma noite de facas longas”

lusa

O ex-procurador tem invocado o nome da antiga diretora do DCIAP para validar os arquivamentos em tempo recorde dos processos de Manuel Vicente e disse em tribunal que o processo em que é investigado está relacionado com a 'sangria' feita a Cândida Almeida

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

“Se o meu processo toca diretamente em Cândida Almeida? Obviamente que sim.” Orlando Figueira relacionou a saída da antiga diretora do DCIAP com o caso em que é acusado de corrupção, entre outros crimes. “Houve uma noite de facas longas”, precisou o ex-procurador. “Saiu muita gente, entrou outra, foram detetadas irregularidades e a dra Cândida, que pôs a mão por baixo de todos os magistrados, incluindo os que acabaram despachos de arquivamento com perguntas, foi afastada.”

Orlando Figueira frisou que as decisões que tomou para arquivar os processos de Manuel Vicente foram “sufragadas por Cândida Almeida” que estava na calha para ser Procuradora-geral e “acabou por ser ultrapassada à direita por Joana Marques Vidal”, a atual PGR. Orlando Figueira deu a entender que o próprio processo que levou à sua detenção resultou da “sangria” feita à antiga diretora do DCIAP. “Havia pessoas que não gostavam de mim., que me achavam vaidoso e a Justiça às vezes persegue-se a si própria.”

Cândida Almeida, que saiu do DCIAP em 2013, está atualmente no Supremo Tribunal de Justiça e foi arrolada como testemunha.

Orlando Figueira já declarou em tribunal que informou a superior hierárquica que iria trabalhar para Angola e que já tinha recebido 210 mil dólares como adiantamento. A procuradora só me pediu para lhe garantir que não ia trabalhar para Álvaro sobrinho ou para o Estado angolano. E não ia.