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Tiago Brandão Rodrigues: “Não tenho o ímpeto de deixar uma marca na Educação”

Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, a jogar matraquilhos com os alunos da Escola Secundária Josefa de Óbidos em Lisboa

Nuno Botelho

No dia em que são divulgados os rankings das escolas, o Expresso publica uma entrevista com o ministro da Educação. Tiago Brandão Rodrigues faz um balanço “claramente positivo” do seu primeiro ano à frente da 5 de Outubro, destaca o “regresso à normalidade” na relação com os sindicatos e parceiros e explica por que razão não é “um fã” dos rankings

Isabel Leiria

Isabel Leiria

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

O encontro foi marcado para a Escola Secundária Josefa de Óbidos, do outro lado da rua da Presidência do Conselho de Ministros, de onde Tiago Brandão Rodrigues haveria de sair para uma breve conversa com o Expresso a propósito dos últimos resultados nos testes internacionais e da reivindicação dos méritos, dos rankings hoje publicados, da relação com os sindicatos e da prometida vinculação de mais professores. Antes da entrevista, houve tempo para um jogo de matraquilhos — o ministro joga “mais ou menos” na avaliação da dupla Rodrigo/Miguel, alunos do 5º e do 6º ano — e para uns toques artísticos de cabeça de um ministro que recusa a ideia de que a exposição pública o incomoda, mas que está visivelmente mais à vontade nas muitas visitas que faz às escolas.

Entre as medidas que diz terem contribuído para os bons resultados dos alunos portugueses no PISA não inclui nenhuma do ex-ministro Nuno Crato. Várias, aliás, foram revertidas por si entretanto. Não teme que os resultados dos próximos testes possam piorar por ter alterado políticas que parecem ter dado resultado, ou pelo menos que não os prejudicaram?
O próximo PISA realiza-se daqui a dois anos. Os resultados das políticas do governo PSD/CDS irão ter um reflexo muito mais marcado nesse estudo. Porque muitas das políticas adotadas entre 2011 e 2015 não tiveram nenhum tipo de reflexo no percurso dos estudantes que fizeram o PISA em 2015, que não foram sujeitos à avaliação externa no 4º e no 6º ano ou às novas metas curriculares. E não nos podemos esquecer que no TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study, feito por alunos do 4º ano) houve um retrocesso a ciências.

Leia a entrevista na íntegra na edição deste sábado do Expresso