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Propinas representam 24% do rendimento das universidades e politécnicos

Reitoria da Universidade Nova de Lisboa

D.R.

Em 2017, as propinas renderam às universidades e aos politécnicos públicos 330,1 milhões de euros, o valor mais alto de sempre

A hipótese de eliminar as propinas levantada por Manuel Heitor, ministro do Ensino Superior, e que recebeu o apoio do Presidente da República, poderá custar mais de 330 milhões de euros aos cofres do Estado, avança o “Diário de Notícias” esta quarta-feira. Este valor será uma meta difícil de acomodar, alertam os reitores das universidades e politécnicos.

As propinas, nos últimos anos, têm vindo a assumir um papel preponderante nas contas das instituições do ensino superior. Em 2017, renderam às universidades e aos politécnicos públicos 330,1 milhões de euros, o valor mais alto de sempre.

Entre 2008 e 2017, de acordo com dados do relatório Estado da Educação 2017, divulgado em dezembro passado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), as receitas anuais com as propinas cresceram quase 72 milhões de euros e a fatia por estas ocupada no bolo orçamental do superior público passou de 13,7% para 23,7%.

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    O ensino superior estagnou na última década e pouco tem feito para se modernizar. Por isso, é fundamental definir uma estratégia de desenvolvimento para os próximos 10 anos, defende o presidente do Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). Aproveitando as eleições legislativas e a negociação do próximo pacote de fundos comunitários que acontecem este ano, defende António Fontaínhas Fernandes, reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. É este o mote da Convenção do Ensino Superior que arrancou esta segunda-feira e decorrerá em seis sessões ao longo de 2019 e que conta com o patrocínio de Marcelo Rebelo de Sousa