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Montijo. Taxas aeroportuárias ficarão 80% mais baratas do que na Portela

A ANA planeia implementar alta tecnologia na infraestrutura do Montijo, com controlo biométrico e veículos de condução autónoma

D.R.

Acordo prevê um investimento global de 1747 milhões de euros, dos quais 1326 milhões serão aplicados nos próximos anos

Após meses de negociações, o Estado e a concessionária dos aeroportos nacionais, a ANA, vão assinar esta terça-feira o aguardado acordo de expansão do aeroporto Humberto Delgado (AHD) e criação do aeroporto complementar do Montijo (MTJ). Segundo avançam o “Público” e o “Jornal de Negócios” esta terça-feira, o acordo prevê um investimento global de 1747 milhões de euros, dos quais 1326 milhões serão aplicados nos próximos anos (outros 421 serão até ao final da concessão, que vigora até 2062).

Pelo que os matutinos apuraram, dos 1326 milhões de euros previstos para a primeira fase, é o AHD o que vai receber a maior fatia de, com 650 milhões de euros previstos, mais 130 do que os 520 milhões previstos para o Montijo. Depois, há mais 160 milhões previstos para pagar à Força Aérea e para acessibilidades. Mais: no Plano Nacional de Investimentos 2030 está inscrita uma segunda fase da expansão do Aeroporto de Lisboa que, a partir de 2022, significará um investimento de 600 milhões de euros.

Em contrapartida ao financiamento do projecto, a ANA poderá manter o crescimento das taxas aeroportuárias. Porém, o Governo terá alterado a fórmula de cálculo destas.

Por norma, a fórmula de fixação de taxas aeroportuárias liga o aumento das taxas ao crescimento da procura. Neste caso, esse mecanismo vai ser substituído por outro que determina aumentos em função do volume de investimento e procura reais do AHD.

Este novo sistema vai vigorar pelo menos entre 2023 e 2033, não sendo claro como é que funcionará a partir daí. Segundo o “Público”, as taxas aeroportuárias no Montijo deverão ser cerca de 80 a 85% mais baixas do que as praticadas no AHD.