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Expresso

Revista de imprensa

Ministério Público apresenta errata de 15 páginas à acusação da Operação Marquês

O procurador Rosário Teixeira

Tiago Miranda

O documento em causa elenca 85 itens a corrigir, a esmagadora maioria relacionada com lapsos na identificação de escutas telefónicas

No final de novembro, cerca de um mês depois do juiz Ivo Rosa ter sido seleccionado para liderar a fase de instrução da Operação Marquês, uma errata de 15 páginas à acusação do processo, assinada pelo procurador Rosário Teixeira, deu entrada no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), avança o “Público” esta quarta-feira. A missiva assume que a acusação pode estar “enferma de alguns lapsos de escrita”, mas que estes “podem ser corrigidos por não implicarem qualquer modificação essencial” das imputações.

O documento em causa elenca 85 itens a corrigir, a esmagadora maioria relacionada com lapsos na identificação de escutas telefónicas. Nalguns casos faltam números, noutros há números a mais e noutros trocaram-se algarismos. “No artigo 6697 da acusação, onde se faz referência ao 'alvo 60058040' deve passar a constar a referência ao 'alvo 60085040'”, lê-se numa das rectificações mais repetidas.

Segundo o matutino, foi pedido ao juiz de instrução Ivo Rosa para “autorizar/determinar a retificação dos lapsos”, o que este aceitou, já que as defesas não levantaram obstáculos às correções.