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Guardas prisionais da cadeia de Lisboa já fizeram 312 dias de greve este ano

O Estabelecimento Prisional de Lisboa, cadeia onde ocorreu um motim na terça-feira à noite, contabilizou já 312 dias de greve este ano, 299 dos quais às horas extra

Só este ano, o Estabelecimento Prisional de Lisboa, cadeia onde ocorreu um motim na terça-feira à noite, contabilizou já 312 dias de greve, 299 dos quais às horas extra, de acordo com dados da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público. Estes números foram também confirmados ao “Público” pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).

Foi o SNCGP que convocou greve para os quatro primeiros dias do mês e tem marcados mais 18 dias de greve, em três períodos, até à antevéspera de Natal - notícia que revoltou muitos reclusos.

Em declarações ao jornal, o presidente do sindicato, Jorge Alves, reconhece que a altura do Natal é má para fazer greve, mas culpa o Governo pelo protesto. “Fomos empurrados para isto e temos pena que isto afete os reclusos”, atira.

Para o sindicalista, o Governo anda a brincar com os guardas prisionais. “Entre maio e agosto estivemos a negociar a revisão do nosso estatuto sócio-profissional com pelo menos duas reuniões por mês, a 21 de agosto o Ministério manda-nos um projeto com o que aceitava rever para discutirmos no dia seguinte”, explica Jorge Alves.

A reunião em causa realizou-se mas depois as negociações foram suspensas por causa das férias e do impacto financeiro das medidas e a tutela, garante, só se voltou a reunir com o SNCGP no final de novembro. “A secretária de Estado informou-nos que o primeiro-ministro não ia renegociar o estatuto, porque este era recente [2014] e não se justificava”, contou.