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Professores. PSD junta-se ao BE e PCP para chumbar decreto do tempo de serviço

ESTELA SILVA / Lusa

A direcção de Rui Rio entende que o tempo de serviço tem que contar todo, garantiu fonte do partido ao “Público”

Caso Marcelo Rebelo de Sousa promulgue o decreto-lei da contagem parcial do tempo de serviço dos professores, o mais provável é que se venha a formar uma maioria negativa no Parlamento. De acordo com o “Público” esta segunda-feira, o PSD de Rui Rio irá juntar-se ao BE e PCP para anular o diploma do Governo de António Costa.

Durante o último ano, o Governo sempre se mostrou inflexível nesta matéria; nem Costa nem Tiago Brandão Rodrigues quiseram alguma vez contar mais de dois anos, nove meses e 18 dias, em vez dos nove anos reivindicados pelos sindicatos dos professores.

Por lei, os partidos têm a possibilidade de pedir apreciação parlamentar de decretos-lei aprovados em Conselho de Ministros - iniciativa que o BE e o PCP já assumiram que vão tomar. O PSD, determinante para a formação de uma maioria que trave o PS, também já decidiu: se o diploma for promulgado pelo Presidente da República, não vai abdicar do princípio da contagem total dos anos de serviço, disse fonte do partido ao jornal.

A direção de Rui Rio entende que o tempo de serviço tem que contar todo, apesar de ainda não ter definido a forma como esse tempo se vai refletir na progressão da carreira e a que ritmo.