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SNS: mais de metade do aumento de gastos na Saúde desde 2015 foi com salários

Paulo Vaz Henriques

Entre dezembro de 2015 e junho de 2018, houve um reforço de quase 6600 médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores no Serviço Nacional de Saúde

Entre 2015 e 2019, os gastos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverão aumentar 1175 milhões de euros. Quase 60% deste aumento previsto para as despesas deve-se à subida dos gastos com pessoal, revela o “Jornal de Negócios” esta terça-feira. Marta Temido, a nova ministra da Saúde que veio substituir Adalberto Campos, irá esta terça-feira à Assembleia da República prestar esclarecimentos sobre as contas do SNS.

A ministra terá de explicar em que medida é que a redução do défice orçamental não está a ser feita à custa da redução dos serviços à disposição da população – uma das principais críticas da direita nos últimos meses.

Na nota explicativa enviada previamente à audição, Temido apresenta as contas do SNS. Comparando a execução desde 2015 com a previsão do Governo para 2018 e a projeção para 2019 (que consta do Orçamento do Estado para o próximo ano), verifica-se que há mais 1175 milhões de euros disponíveis para a saúde do que no final da anterior legislatura – um acréscimo de 13%.

Este aumento substancial de gastos é explicado, em grande parte, pelas despesas com pessoal. Olhando para a subida ao longo da legislatura, os salários respondem por 58% do aumento, indica a mesma nota.

Segundo a síntese estatística do emprego público, entre dezembro de 2015 e junho de 2018 (os dados disponíveis mais recentes) houve um reforço de quase 6600 médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de saúde.