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Já há seis multinacionais interessadas em plantar canábis no Alqueva

© Amir Cohen / Reuters

Pelos menos seis investidores já contactaram a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) ao longo deste ano, “interessados em procurar terra para a sua plantação”, revela o “Público” esta sexta-feira

O cultivo para fins medicinais de canábis (Cannabaceae), planta de se obtém a substância psicoactiva tetrahidrocanabinol (THC), no Alqueva, é já uma realidade desejada por várias empresas internacionais, revela o “Público” esta sexta-feira. Pelos menos seis investidores contactaram a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) ao longo deste ano, “interessados em procurar terra para a sua plantação”.

Os potenciais dinamizadores da cultura no Alqueva “acreditam que a procura deste canabinóide vai aumentar para ser utilizado em consumo medicinal e recreativo num número crescente de países”, disse Pedro Salema, presidente da EIDA, em declarações ao matutino.

A legalização da canábis para fins medicinais em mais de 30 países está a impulsionar uma indústria em rápida expansão. Os investidores, sobretudo multinacionais, entendem que a produção da planta “pode render muito dinheiro”, explicou o presidente da EDIA.

O modelo de produção em estufa é o que tem sido proposto a Pedro Salema pela maioria dos potenciais investidores. “Já nos foi apresentado um projecto com um investimento de 10 milhões de euros para ocupar 10 hectares”, disse o presidente da EIDA, escusando-se a adiantar o nome dos interessados no negócio.