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Greves na saúde afetam cirurgias oncológicas

Paulo Vaz Henriques

Por cada dia de greve, as estimativas apontam para cerca de três mil cirurgias adiadas

As sucessivas greves no setor da saúde têm provocado cada vez mais atrasos em cirurgias - até nas mais urgentes, como é o caso das oncológicas. Os enfermeiros começaram na quarta-feira uma paralisação de seis dias. De acordo com o “Diário de Notícias” esta quinta-feira, as estimativas apontam para cerca de três mil cirurgias adiadas por cada dia de greve, o que numa paralisação de seis dias equivale a falar em 18 mil operações canceladas.

“Tenho 12 doentes com cancro que tiveram cirurgias adiadas por causa da greve dos enfermeiros de setembro e três delas voltam a ter operações canceladas por causa destas greves de outubro. Portanto, vão ter de esperar pelo menos dois meses”, confessou uma especialista em senologia (doenças da mama) de um grande hospital da Região de Lisboa e Vale do Tejo, em declarações ao matutino.

Devido às greves, muitos dos tempos máximos de resposta na região da grande Lisboa têm vindo a ser ultrapassados. Os doentes oncológicos muito prioritários têm de ter resposta em 15 dias, os prioritários em 45 dias e mesmo os casos normais têm de ser operados até 60 dias.