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BCP assume estar vulnerável a uma OPA

Miguel Maya - BCP

Tendo em conta a consolidação existente no sector bancário europeu, a possibilidade de uma OPA hostil ao BCP é cada vez mais relevante, lê-se numa circular do banco, a que o o “Jornal de Negócios” teve acesso

O Banco Comercial Português (BCP) voltou a assumir-se como vulnerável a uma possível oferta pública de aquisição hostil, avança o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira. Esta informação consta de uma circular do banco a que o matutino teve acesso. Tendo em conta a consolidação existente no sector bancário europeu, nota o documento, o cenário de uma OPA torna-se cada vez mais relevante.

“À luz da actual tendência na Europa de consolidação no sector, o banco pode ser alvo de uma oferta de aquisição não solicitada. Se tal aquisição acontecer, poderão ocorrer alterações na atual estratégia, nos principais negócios, nas operações e nos recursos, que poderão ter um efeito substancialmente adverso na atividade, situação financeira e resultados do banco”, lê-se na circular sobre oferta de dívida do BCP, datada de 21 de setembro.

Esta já não é a primeira vez que o BCP admite estar vulnerável a uma OPA hostil, lembra o jornal. No início de 2017, a instituição liderada por Miguel Maya já havia colocado o mesmo cenário por escrito, “num contexto de consolidação do mercado bancário português”.

Devido ao resgate do Estado em 2012, o BCP teve de empreender um plano de reestruturação; na época, o Governo de Passos Coelho emprestou três mil milhões de euros à instituição. Este valor foi reembolsado na totalidade em 2017.