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Medina sugere que “preço” dos vistos gold varie em função da região do país

Tiago Miranda

Os vistos gold contribuiram, nos últimos anos, para um aumento significativo das rendas na capital e têm também sido apontados também como um dos culpados pelo disparar dos preços do mercado imobiliário

O processo de atribuição e o “preço” dos vistos gold - atualmente fixado nos 500 mil euros - deve ser revisto para que se encontre “uma fórmula que permita que sejam modulados” em função dos diferentes territórios nacionais, sugere Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, em declarações ao “Jornal de Negócios” esta terça-feira. Em entrevista ao Expresso, no início de setembro, o autarca da capital já havia dito que fazia “sentido repensar os vistos gold”, mas não tinha concretizado nenhuma estratégia para tal.

Lisboa é o município mais afetado, ao nível nacional, pela procura dos vistos gold; estes contribuíram, nos últimos anos, para um aumento significativo das rendas na capital e têm também sido apontados como uma das razões para os preços do mercado imobiliário terem disparado, em particular no centro histórico da cidade.

“O instrumento dos vistos gold foi criado quando o país vivia um determinado ciclo económico” e, no caso concreto da capital, “teve um papel importante do ponto de vista da atração de investimento”, mas agora está a contribuir para a alta dos preços, afirma Fernando Medina.

“É importante que se encontre uma fórmula que permita que o instrumento seja modulado aos territórios”, uma vez que as diferentes zonas do país têm “diferentes necessidades de desenvolvimento e de investimento”, aponta.