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Reformados da banca custam €500 milhões por ano ao Estado

Tiago Miranda

Ao todo, entre janeiro de 2012 e agosto de 2018, o Estado já gastou com os reformados da banca 3250 milhões de euros

No final de 2011, o Governo de Passos Coelho, num momento de aperto financeiro, fez um acordo financeiro com a banca: em troca de 5971 milhões de euros, valor que permitiu que o défice desse mesmo ano fosse de 4,2%, cumprindo assim as metas da troika, o Estado assumiu a responsabilidade de passar a pagar as pensões de 27 mil bancários já aposentados. Agora, passados menos de sete anos, mais de metade do valor então recebido já foi usado para pagar pensões, a um ritmo próximo de 500 milhões de euros ao ano, conta o “Público” esta quarta-feira.

Ao todo, entre janeiro de 2012 e agosto de 2018, o Estado já pagou a estes pensionistas 3250 milhões de euros, o que significa que já se gastou 54,6% da verba recebida no final de 2011 pelos bancos. Ou seja, no curto prazo, o acordo firmado pelo anterior Governo do PSD/CDS-PP poderá trazer grandes prejuízos para os cofres do Estado.

Em 2012, o Estado gastou cerca de 516 milhões de euros com os fundos de pensões da banca. Em 2017, atingiram-se os 469 milhões de euros, mostram os números publicados na execução orçamental mensal da Segurança Social e recolhidos pelo matutino.