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MP suspeita que Manuel Pinho tenha aderido aos RERT para legalizar o dinheiro do BES

O Ministério Público suspeita que Manuel Pinho terá recebido da Espírito Santo (ES) Enterprise mais de três milhões de euros entre 2002 e 2014

O Ministério Público suspeita que Manuel Pinho, ex-ministro da Economia envolvido no caso EDP, tenha aderido aos perdões fiscais dos governos de Sócrates e Passos Coelho para “legalizar” valores pagos Banco Espírito Santo (BES), avança o “Correio da Manhã” esta segunda-feira.

Nos autos do caso EDP, que o matutino consultou no DCIAP na passada sexta-feira, os procuradores dizem ter conhecimento de que “existem elementos de prova no inquérito nº 324/14.0TELSB (designado BES) de que, aproveitando a benesse legal pelos regimes de regularização extraordinária (RERT), Manuel Pinho e/ou a mulher Alexandra Pinho procedeu à adesão a tal regime, em fevereiro de 2013.”

Em julho, o Ministério Público solicitou ao Banco de Portugal que enviasse ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) cópias das eventuais adesões aos RERT I, II e III de Pinho e da mulher, Alexandra Fonseca Pinho.

Entre 2002 e 2014, o MP suspeita que Pinho terá recebido da Espírito Santo (ES) Enterprise mais de três milhões de euros, dos quais 778 mil euros no período em que foi governante.