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Governo assume que integração de precários vai derrapar para 2019

Muitos precários continuam sem ver a sua situação laboral resolvida, apesar de o Governo ter o compromisso de terminar o processo até ao final do ano. Sindicatos não acreditam

Tiago Miranda

Nas Grandes Opções do Plano (GOP) o Executivo de António Costa reconhece pela primeira vez que o PREVPAP está atrasado face ao compromisso assumido por vários ministros ao longo do último ano, revela o “Público” esta terça-feira

O Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP) deveria estar concluído no final deste ano (promessa do Governo), mas não vai estar. O processo vai arrastar-se para 2019, revela o “Público” esta terça-feira.

Nas Grandes Opções do Plano (GOP) o Executivo de António Costa reconhece pela primeira vez que o PREVPAP está atrasado face ao compromisso assumido por vários ministros ao longo do último ano.

No documento em causa, o Governo lembra que lançou um conjunto de políticas que “permitiram iniciar o percurso de valorização e dignificação do trabalho público” através do descongelamento das carreiras da Administração Pública e da “consolidação da operacionalização do PREVPAP, através do qual o Governo assume a linha da frente no combate à precariedade, começando por assegurar a regularização da situação dos trabalhadores de serviços públicos que se encontrem em situação irregular”.

“Ambos os processos continuarão em execução em 2019”, lê-se no documento enviado na sexta-feira ao Conselho Económico e Social para parecer desta entidade.

Confrontado com o texto das GOP pelo “Público”, Daniel Carapau, membro da plataforma Precários do Estado, lembrou que os sinais já apontavam para atrasos, mas vê “com muita preocupação” o facto de o processo se arrastar para 2019.

“É certo que já há vários concursos abertos e que alguns trabalhadores foram integrados no quadro”, disse. “Mas há muita gente que vai continuar à espera e sem nenhuma previsão de quando é que o processo vai estar encerrado. Ainda para mais, entramos em ano de eleições”, acrescentou.