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Bancos contornam novas regras e aceleram concessão de crédito

Os bancos estão cada vez mais agressivos na promoção de crédito, esmagando a sua margem comercial e oferecendo soluções que contornam ou contrariam as recomendações do Banco de Portugal, revela o “Público” esta segunda-feira

O Banco de Portugal avançou, no passado dia 1 de julho, com um conjunto de recomendações às instituições bancárias para controlar o ritmo acelerado de concessão de empréstimos aos particulares. Porém, estas medidas não parecem estar a ter sucesso, conta o “Público” esta segunda-feira. Os bancos estão cada vez mais agressivos na promoção de crédito, esmagando a sua margem comercial e oferecendo soluções que contornam ou contrariam as recomendações do regulador, revela o matutino.

Por exemplo: o BdP recomendou que o rácio LTV (loan-to-value ratio, na sigla inglesa) deveria ser inferior ou igual a 90%; por outras palavras: os bancos não devem emprestar 100% do valor de avaliação ou de aquisição. Contudo, o Novo Banco está neste momento a oferecer uma alternativa para garantir o financiamento até 100%. Para tal, basta que o cliente apresente uma segunda habitação, como reforço de garantia do empréstimo.

Além do valor limite dos empréstimos, conta o “Público”, os bancos também se têm esquivado a cumprir o artigo 8.º da recomendação do BdP diz expressamente que “é recomendado que os contratos de crédito tenham pagamentos regulares de capital e juros”.

O BPI está a oferecer neste momento uma solução para jovens em que, segundo informação disponibilizada, “a prestação começa por ser muito reduzida e vai crescendo durante os primeiros dez anos”. Já no Santander é oferecida “uma taxa de juro competitiva de 1,23% nos primeiros seis meses, o que corresponde à Euribor a 12 meses, acrescida de um spread de 1,15%.