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Assunção Cristas: “Santana Lopes pode contribuir para uma maioria de direita”

Carlos Barroso

Para Assunção Cristas, com a tragédia dos incêndios do ano passado, o Governo de António Costa perdeu a oportunidade de conseguir uma maioria absoluta em 2019

Com a chegada ao poder do Governo de António Costa, acabou o voto útil. Quem o diz é Assunção Cristas, líder do CDS-PP, em entrevista ao jornal “ECO” esta segunda-feira. Ou seja, o futuro tem de ser pensado de forma coletiva - entre todos os partidos à direita no Parlamento, inclusive o ainda não nascido Aliança de Santana Lopes.

“A pressão para alguém ficar em primeiro lugar, para dar força a um partido que é o partido que terá o primeiro-ministro, acabou em 2015. Há um partido que pode ficar à frente de todos os outros ou não, ou vários partidos que acertadamente e concertadamente formam uma maioria. Uma maioria que pode ser de Governo, com dois ou mais partidos no Governo, ou até pode ser de apoio parlamentar”, afirma Assunção Cristas.

Segundo a líder centrista, como acabou o voto útil, podemos dizer às pessoas que, “se acreditam em nós, podem votar em nós”. “Um voto no CDS é um voto para uma governação de centro direita ou um voto para continuarmos na oposição, se não conseguirmos atingir os tais 116 deputados no centro-direita”, diz.

Até o novo partido de Santana Lopes pode contribuir para uma maioria de centro-direita no Parlamento. “Acho que pode contribuir. Veremos. Vai depender de muitas coisas. Mas pode certamente contribuir”, admite Assunção Cristas.

Maioria absoluta para o PS em 2019? Eis uma meta difícil

Para Assunção Cristas, com a tragédia dos incêndios do ano passado, o Governo de António Costa perdeu a oportunidade de conseguir uma maioria absoluta em 2019. “Em 2017, com a forma absolutamente desastrada e de alguma forma desumana como foi tratado o problema dos incêndios e da tragédia que ocorreu em Portugal, acho que António Costa perdeu a possibilidade de chegar à maioria absoluta. Posso estar errada. É a minha convicção. Há um antes e um depois de 2017. A verdade é que já o vimos mais próximo [da maioria absoluta] e já o vimos mais afastado”, disse a líder centrista, em entrevista ao “ECO”.