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Fidelidade avança com venda de 2000 imóveis antes da entrada em vigor de lei que dá “preferência” a arrendatários

Diploma que pretende reforçar o direito de preferência na venda por parte de quem arrenda as casas está a marcar passo no Parlamento. O debate do mesmo está marcado para o próximo dia 21 de setembro

A companhia de seguros Fidelidade avançou antes do dia 7 de setembro com a alienação em bloco de cerca de 2000 imóveis - a maioria dos quais arrendados - que tinha no seu portefólio imobiliário, ao contrário do que prometia na carta que havia enviado aos inquilinos dos mesmos, avança o “Jornal de Negócios”. Pelo que apurou o matutino, nesta altura há já imóveis transacionados e várias outras escrituras em preparação.

Com a nova lei que pretende reforçar o direito de preferência na venda por parte de quem arrenda as casas a marcar passo no Parlamento (debate está marcado para o próximo dia 21 de setembro), os inquilinos não poderão beneficiar da mesma. Este diploma chegou a ser aprovado pelo Parlamento, tendo até sido alvo de alguma celeridade por parte da esquerda, mas foi vetado por Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionada pelo “Negócios”, a Fidelidade recusou dar mais detalhes sobre estas vendas, adiantando apenas que está “em fase de realização avançada do processo” e que espera “encerrá-lo totalmente até ao final do ano, sempre no respeito da lei”.

A companhia de seguros optou pela venda em bloco o que, na prática, inviabilizou a possibilidade de os inquilinos invocarem e exercerem o direito de preferência adquirindo apenas a sua própria fração.