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CDS vai propor novo regime de teletrabalho

FERNANDO VELUDO / NFACTOS exclusivo para EXPRESSO

Segundo Adolfo Mesquita Nunes, “há uma enorme rigidez no regime do trabalho a partir de casa”

Melhorar as condições daqueles que trabalham a partir de casa será uma das prioridades do CDS no seu programa eleitoral para 2019, revelou Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do partido, em declarações ao “Público” esta quinta-feira. Os centristas irão propor um novo sistema a que chamam “smartworking”.

Segundo Mesquita Nunes, “há uma enorme rigidez no regime do trabalho a partir de casa”, “tão grande que nem sequer permite que um trabalhador possa combinar, num dia ou numa semana, trabalho na empresa e trabalho em casa”.

O smartworking irá, por sua vez, introduzir um modelo de “flexibilização”. Por exemplo: a ser aprovado o novo sistema, passará “a ser um direito dos pais [trabalhar a partir de casa parte do seu horário de trabalho, caso as suas funções o permitam] nos mesmos termos que o teletrabalho é hoje, mas com uma diferença: neste caso, é direito até que a criança tenha 6 anos”.

O programa eleitoral do CDS vai defender a “distinção entre teletrabalho tradicional (à distância a tempo inteiro) e o trabalho a partir de casa de forma parcial (smartworking)”, garantiu Mesquita Nunes.

Proporá que “a prestação de trabalho a partir de casa possa ocorrer durante um determinado período, por exemplo para execução de projetos ou para coincidir com o período de férias escolares, assim como possa corresponder a parte do dia ou apenas a alguns dias da semana”.